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Opinião

12-11-12 | Texto: Roberto Nasser | Foto: DivulgaçãoVoltar

Na China, o novo Santana. Aqui em 2014

Mesmo nome, mas sobre a plataforma do Polo

E nasceu, na China, o novoSantana– ou o Santana, de novo. Deu forma ao texto da Coluna em agosto, anunciando a proximidade do surgimento do produto, oportunidade mundial aos países com clientes emergentes, e à cobrança do mercado chinês onde, acredite, vendia muitíssimo bem até pouco tempo.

Explicação simples, o Santana, saído do Brasil depois de largo desenvolvimento e reforços estruturais para enfrentar jogo duro, fez a passagem da China entre as classificações de rústica e emergente, aguentou desaforos de envergonhar Mercedes e Audi. É referência de resistência e continua em produção.

O novo Santana não usa a plataforma antiga, mas a do Polo, igualmente provada, e o automóvel é uma espécie de Logan que fala chinês e falará russo, a linguagem da Índia, do Brasil, afrikaner, turco, países onde economia e mercado impulsionam vendas.

No mercado chinês, usará motores 1,4L e 1,6L, e aqui nova geração, um dos objetivos dos R$ 342 mi emprestados pelo BNDES para produtos novos – Santana e UP!.

Argentina regulamenta carros de pequena produção
Esforço dos deputados federais Eduardo Amadeo e Paula Bertol, demanda de corajosos empreendedores, necessidade gritante, a Comissão de Indústria da Câmara dos Deputados argentina aprovou o projeto de criação de marco legal para permitir licenciar veículos de pequena produção. Lá chamados de Autos Artesanales. Anda rápido e será apreciado pela Comissão de Transportes. Aprovado, como se imagina, irá a Plenário.

Segundo o deputado Amadeo a regulamentação imediatamente dará partida a 50 empresas, mobilizando 5.000 famílias tanto para o desenvolvimento e construção de veículos quanto para de auto peças específicas.

A situação na Argentina seria curiosa se não fosse trágica. Possui empresas e mão de obra, produz as melhores replicas da América do Sul, mas a atividade foi colocada à margem da lei há mais de dez anos, quando se derrogou a figura dos carros “AFF”- montados fora de fábrica, neologismo para os veículos artesanais e de pequena produção – proibindo fabricação e licenciamento.

Reunidos na ACIARA- Associação de Construtores Independentes de Automóveis da República Argentina – os pequenos industriais tem produção em andamento, vendendo serviços ao exterior, e projetos prontos para dar partida, incluindo um motor argentino.

Para o mercado brasileiro seria bem vinda novidade dispor de veículos especiais, foram banidos de nossa produção. Norberto Rivero, criador do Titania Paneus tem projeto avançado de veículo para disputar o Rallye Paris Dakar – corrido a partir da Argentina –, mas sua viabilização só ocorrerá se houver consumo por mercado interno. Construtores como Pedro Campo – fez o picape Eniak e o esportivo Antique -, com a licença Lotus, com Néstor.

A Argentina contorna o bloqueio produzindo réplicas sobre chassis novos de automóveis de nomeada para clientes europeus e norte-americanos; detém a única a licença de Lotus Seven fora da Inglaterra; produz a Pur Sang, imbatível réplica do Bugatti série 35. Será um novo mercado para a melhor mão de obra especializada no continente.

A volta do Alpine, junto com o Caterham
Há algum tempo Carlos Ghosn, brasileiro que dirige a aliança Renault-Nissan, avisou ampliar o portfólio com duas novas marcas. Uma, superior, com qualidade de Mercedes-Benz. Outra, esportiva, para aproveitar a solidez do nome Alpine, marca assumida – e extinta pela Renault - e representante da França nas corridas nos anos 70. Para esta reunia as condições: demanda de mercado por esportivo, a fábrica construída por Jean Rédélé, mítico criador da marca Alpine, em sua Dieppe natal, e tocou o projeto.

Prático, evitou misturada industrial, pois os processos de produção entre carros de larga produção e uso diferem fundamentalmente dos produtos semi artesanais, onde a intensa mão de obra é charme e pode custar caro. E, engenheiro sabido, queria retomar o DNA da Alpine – o segredo da relação peso-potência. Ou seja, carros leves, motores pequenos, como plotam a ecologia e os governos daqui para a frente.

Foi atrás da Lotus, nascida com este princípio, ao aprimorar a grande referência de pequenos esportivos, o MG TC, transformando-o em Lotus Seven.

A Lotus já não o tinha, passado à sua revenda exclusiva Caterham, mantendo a produção do mito e a disseminá-lo mundialmente. E a Caterham deixou de ser inglesa, assumida pelo malaio Tony Fernandes - da Asia Air, dos negócios de carros e engenharia automobilística Caterham e, até, do time inglês de futebol Queens, parceiro da Renault em torno da Fórmula 1.

Novo negócio, fábrica Alpine, para esportivos Alpine e Caterham, capital meio a meio sob a razão social Société des Automobiles Alpine Caterham. Gestão por Bernard Ollivier, engenheiro, 50, metade deles em vários postos na Renault. A SAAC nascerá em janeiro de 2013, e de produto e produção, apenas especulações e princípios básicos: baixo peso, motor pequeno, performance.

A Renault sinalizou ter o negócio em curso com o movimento feito no Salão de Paris, realizado no último mês de setembro, em torno dos 50 anos do lançamento do Alpine A 110. E no daqui, recém encerrado, a filial se esforçou para arranjar um exemplar do Willys Interlagos, no projeto Alpine A108, para ilustrar seu estande. Acabou com uma recriação, carro novo, e fez festa e mídia.

Roda-a-Roda
Especial – Quer performance, exclusividade, solidez e responsabilidade de construção? A Mitsubishi fez 40 unidades da Carbon Series sobre o Lancer Evolution, aplicando fibra de carbono, material de Fórmula 1 em aerofólio, tomadas e saídas de ar no capô, spoiler frontal, retrovisores, extrator de ar, suporte da placa, bancos, volante, colunas, console, painel de instrumentos.

Não brinca – 10ª geração de um vencedor de rallies, é performático sedã familiar, bem acertado, mecânica liderada pelo motor 2,0L, mais potente do mundo: 16V, injeção, turbo com radiador de ar. 295 cv de potência.

Afinação – Em Catalão, GO, afia as ferramentas para produzir o Lancer. Lá desenvolveu, construiu e aplicou as partes em fibra de carbono.

Começou – Entregas em dezembro, mas no Salão do Automóvel a JAC Motors fechou 120 pedidos para o J2, carro de entrada da marca no país.

De novo – De bem com o governo, inicia novo ciclo: retomou construir fábrica na Bahia; carro menor, o J2 como veículo de entrada, completo. A relação entre peso e potência sugere ser encapetado com motor 1,4L e 108 cv.

Assim, - A JAC olhou para o umbigo e marcou cimentar a pedra fundamental em 29 de novembro. Data da votação de carro e moto do ano pela Abiauto, associação dos jornalistas especializados, o que baixará o RSVP.

Horror – A Peugeot transferiu 75% de suas ações na GEFCO, sua empresa de logística, para a SSC Russian Railways. A russa assumirá transportar carros da PSA e da GM, sua associada. No negócio a PSA entesourou 900 mi euros. 100 mi de participação nos lucros e 800 mi pela transferência das ações.

Negócio – Iveco e Larimar, italianas, associaram-se na África do Sul para produzir caminhões e ônibus e exportar para o Continente. A Larimar, líder como transportadora rodoviária de passageiros e construtora de carrocerias de ônibus, desenvolveu tecnologia para os IVECO suportar as difíceis condições. 7.000 caminhões e 1.000 ônibus/ano.

Felino – Revendas Peugeot já vendem o novo 308 com o polivalente motor 1,6L turbo de projeto BMW, fazendo 165 cv e torque máximo de 24,5 kgfm a 1.400 rpm, atracado a câmbio automático sequencial com 6 velocidades.

Caiu – Passeando na beira do telhado, o Prisma caiu e industrialmente foi substituído pelo Chevrolet Ônix. Comprar unidade no estoque? Discuta preço.

Prêmio – Bom humor no comparativo com a concorrência deram visibilidade, crescimento de vendas, e prêmio à Nissan e sua agência de propaganda Lew’Lara\TBWA. Quer ver?

Maldito - Curiosamente o filminho Pôneis Malditos, mais lembrado na proposta corajosa bancada por Murilo Moreno, diretor de marketing, foi segundo prêmio.

Hora de ir – Opinião pessoal, usuário de tração nas 4 rodas e reduzida, para vencer dificuldades e terra, areia, lama, cursos d’água, o engranzamento deve ser direto, sólido, confiável, viril. Oposto ao oferecido por botõezinhos, alavanquinhas, pitoquinhos, acionando motores, relês, conectores, ligações com a central elétrica, terminais, uma renca de coisas, boas para explicar porque não funcionaram na hora requerida.

Solução – Empresa de Itumbiara (GO) criou sistema mecânico, sequencial, com alavanca e tirantes para Ford Ranger, Land Rover, S10, Mahindra e permite engatar e desengatar em segundos, ao contrário dos outros. Não há para Mitsubishis, montadora mais próxima de sua sede. Razão simples: do ramo, não usa botões. Interessado? Quer ver? Clique aqui

Sem freios – Os brasilienses, fortes com a maior renda per capita do país, R$ 1.318 x R$ 688, são frágeis em poupança e hoje com dívida individual recordista R$ 531, 122 % acima da média nacional. Em segundo os goianos, R$ 352/habitante.

Porque - A estabilidade e bons salários do serviço público recebem maior facilidade de serviços financeiros. Em cheques, o brasiliense é inadimplente em 3,28%, no país a média é 15%.

Bom negócio – Papai Noel chegou antes para a Mercedes: vendeu 2.102 veículos entre caminhões Atego 1725 4x4 para o Exército e Marinha; e 400 ambulâncias Sprinter para o SAMU.

Coração – É mineiro o coração do caminhão coreano Hyundai 78 montado em Anápolis pela CAOA, conta o engenheiro Enrico Vassalo, presidente da FPT Industrial. Capital Fiat, mas está para negócio, vendendo a terceiros motores diesel e câmbios. Os motores são série Euro V.

Nacionalização – Para garantir índice de nacionalização e fácil reposição de peças, a chinesa Sinotruck pediu à gaúcha Fras-Le desenvolvesse pastilhas e lonas de freio para seus caminhões.

Patriotismo – O país se equilibra na perigosa decisão de garantir o abastecimento de gasolina, importando mais e pesando a balança comercial, ou segurá-la restringindo o fornecimento no fim do ano.

Problema – Questão é, em frota nova, de carros flex, o caro etanol não motiva o consumo, e aumenta o de gasolina, com produção inferior à demanda, e provoca importar, piorando a má relação entre exportações e importações, e a redução na produção interna de gasolina.

Solução - Na prática o negócio é o seguinte: quer afastar o risco do desabastecimento; melhorar a balança de pagamentos; ser patriota? Use álcool. É caro porém é melhor para a sua tranquilidade. A que ponto chegamos.

Crença – Parece pouco provável que o governo queira corrigir Petrobrás e balança de pagamento ao final do ano. Os índices econômicos são ruins e penalizar contribuinte nas férias, com racionamento e filas é montar vidraça com vidro fino.

Melhor – Vinicius de Moraes, outro, gaúcho de Sertões, 35, Melhor Motorista de Caminhão do Brasil 2012, sobre 47 mil concorrentes em concurso da Scania. Para ser aplaudida, na prática é curso e motivação para fazer de tantos concorrentes divulgadores de boas práticas de condução.

Gente – Juliana Cabrini, jornalista, mudança, como informou a Coluna passada. * Na Nissan saiu de comunicação e para relações corporativas. * Em seu lugar, Marcelo Norberto Rodrigues, jornalista, fará ligação com imprensa. * Celso Estrella, ecologista, assume responsabilidade social. * Funcionarão no Rio de Janeiro, onde a Nissan se instala a 150 km da fábrica que constrói em Resende. * A marca japonesa terá alguma ascendência cigana: sua administração passou por S. Paulo, Curitiba e, agora – ou por enquanto, - Rio ... *Ford. Novos produtos, novos prêmios.
A Ford Mercosul trocou dois produtos neste ano. Reviu o pequeno utilitário esportivo EcoSport, líder de vendas por década, mudou totalmente o picape Ranger. Projetos globais, desenvolvidos em comum por centros de excelência e design da companhia, para mercados regionais e presença mundial.

A coragem da mudança em linhas e sobre tudo em motores – e no caso do Ranger é tudo novo, sem aproveitamento do chassis – e os ganhos obtidos provocou diversos júris de jornalistas especializados premiar os novos Ford.

O EcoSport, reassumindo liderança de vendas no segmento, foi eleito melhor SUV do ano pela argentina PIA – Periodistas de la Indústria Automotriz - em soma surpreendente: 79 votos. Range Rover Evoque 29, Audi Q3 21.

Na Europa, júri de profissionais de imprensa deu ao Ranger o prêmio de Picape Internacional do Ano 2013. Após extensos testes em campo de provas, uso dentro e fora de estrada, conforto, estabilidade e capacidade off road, conseguiu 47 pontos, mais que a soma dos segundo e terceiro colocados, o Isuzu D-Max e VW Amarok.

Na Argentina o PIA e seus 200 participantes, deram ao Ranger primeira colocação – 99 pontos. Mais que a soma de todos os demais concorrentes. 2º VW Amarok – 23, 3º. Chevrolet S10 – 22.
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Roberto Nasser

Roberto Nasser
Residente em Brasília, é advogado, especializado em indústria automobilística. Dentre suas ações de utilidade social se destacam a defesa para a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança e as propostas da criação da categoria do veículo de coleção, da dispensa de equipamentos modernos pelos carros antigos, da mudança de óptica sobre os colecionadores, da permissão de importação de veículos antigos, além da criação do Museu do Automóvel, na Capital Federal, do qual é curador. Escreve sobre automóveis semanal e ininterruptamente há 41 anos e trata este ofício como diversão e lazer. Sua coluna “De Carro por Aí” é publicada em 15 mídias.
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