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10-04-13 | Texto: Rodrigo Samy | Foto: DivulgaçãoVoltar

Tecnologia Flex: Qual foi o carro que inaugurou a inovação da mistura?

Praticamente “obrigatório” nos carros brasileiros, sistema flexível comemora uma década de vida

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Recordo-me como se fosse hoje. Chegava a redação da Revista Carro, da editora MotorPress Brasil, um Volkswagen Gol Total Flex para ser avaliado em pista de teste. A novidade era a possibilidade de o carro rodar com os dois tipos de combustíveis, etanol ou gasolina, independentemente da proporção da mistura. Porém a dúvida que pairou no ar era a seguinte: como mediríamos o “comportamento” do automóvel, com aquela tecnologia incorporada, de acordo com cada combustível. Como o carro estava abastecido, apenas com gasolina, tivemos a importante missão de ter de rodar por mais de 400 km para deixar o Gol prontinho para as medições do dia seguinte.

Durante os testes, noturnos e diurnos, o Volkswagen Gol mostrou o porquê de tanto sucesso de vendas. Hoje, a tecnologia flexível em combustível já superou todos os percalços detectados na era da criação do Proálcool. Hoje, escapamentos não corroem mais e nem é mais necessário se lembrar do tanque de partida fria, que nos anos 1980 usava uma “bombinha” injetora, acionada por meio de um botão, para jogar gasolina no carburador.

Na semana passada a Volkswagen soltou uma nota em comemoração aos 10 anos do lançamento do carro: “A Volkswagen do Brasil comemora no dia 24 de março o décimo aniversário do lançamento do Gol Power 1.6 Total Flex, primeiro modelo no País capaz de rodar com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção”. O WebMotors também falou sobre o Gol Total Flex em 2003. Na época, registramos a chegada do carro em um percurso de 180 km, marcado entre São Bernardo do Campo e São Paulo.

"O desenvolvimento do motor flexível foi uma grande revolução da indústria nos últimos anos, e a Volkswagen do Brasil se orgulha de mais esse pioneirismo. A empresa foi a primeira fabricante do Brasil a oferecer todos os seus modelos nacionais com motores Total Flex. As contínuas inovações retratam bem a trajetória de sucesso dos 60 anos da marca no Brasil", declara o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall.

Na nota, a fabricante alemã coloca que: Desde o lançamento do primeiro modelo Total Flex, a VW já comercializou 4.786.110 veículos flexíveis (dados acumulados de março de 2003 a fevereiro de 2013). A marca dos 5 milhões deverá ser superada ainda no ano de 2013. A gama de motores flexíveis da marca abrange modelos com capacidade volumétrica entre 999 cm³ a 2.000 cm³.

A Magneti Marelli também comemorou a data histórica com uma nota registrando o seu pioneirismo com a tecnologia flexfuel no mercado brasileiro. Rogério Lessa, diretor da unidade Powertrain da Magneti Marelli, destacou que a tecnologia está consolidada e que até o final de 2014 a sistemista apresentará uma nova geração de ECU (Electronic Control Unit ou unidade de controle eletrônico). “Está em desenvolvimento uma nova geração de ECU com ainda mais capacidade de processamento de dados, que integra novos algoritmos de cálculo, entre eles, um que utiliza também o ruído emitido pelo motor durante a combustão, identificando a mistura e tornando o trabalho do SFS ainda mais eficaz e, consequentemente, reduzindo o consumo e a emissão de poluentes. Além disso, estamos trabalhando em sistemas de injeção direta para motores flex, que devem estar no mercado até o início de 2015.”

Para o consumidor, a principal vantagem do sistema flexfuel é poder escolher o combustível com melhor relação custo benefício. Estudos apontam que a utilização do combustível derivado do petróleo tem ocasionado danos ao meio ambiente, devido à alta emissão de CO2 (dióxido de carbono). O combustível vegetal tem uma queima mais completa, reduzindo a quantidade de poluentes na atmosfera e garantindo um balanço neutro em termos de CO2.

Apesar da inovação, há controvérsias sobre o sistema que readequou de certa forma o Proálcool. Uns culpam, por exemplo, a não chegada dos carros elétricos ao Brasil pelo fato de ser mais interessante manter a frota rodando com etanol, já outros também colocam que o governo faz muito esforço para levar o etanol mais em conta ao consumidor. Um vez que o açúcar é mais rentável que o combustível ao usineiro.

Na história da Gurgel, elaborada pelo jornalista Fernando Calmon, é citado que o engenheiro João Gurgel batalhava pelo carro elétrico. Ele, em livro biográfico – “Um Sonho Forjado de Fibra - , de autoria de Lélis Caldeira, defende que a terra deve ser usada para gerar alimento. No exemplar, Gurgel coloca a quantidade necessária de hectares para conquistar “X” litros de etanol.
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