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De Curitiba a Porto Alegre com o Honda Accord

Confira os atributos da linha 2016 do sedã em uma viagem de mais de 1.000 quilômetros

Texto: Lukas Kenji | Foto: Divulgação 28/03/2016
 
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“Olha, o novo Civic!”. Espanto. “Não, pera, é o Accord!” Tal script não foi raro durante os três dias de viagem e os mais de 1.000 quilômetros rodados a bordo do facelift do sedã grande da Honda. A frente moderna e esportiva do modelo foi a causadora da confusão que virou parte do roteiro de viagem que começou em Curitiba (PR) e terminou em Porto Alegre (RS).

O design que jovializou o três-volumes taxado como de “tiozão” também estará presente na nova geração do Civic, que chega ao Brasil ainda neste ano. No entanto, é herança da Acura, divisão de luxo da Honda.

O requinte de barras cromadas e conjunto ótico em LED combinam com a esportividade de um escapamento duplo. O contraste na medida combina com Governador Celso Ramos (SC). Rodeada por uma vila pacata de pescadores, a primeira parada da viagem também é destino procurado por surfistas.

O público jovem que visita a cidade litorânea não é o público alvo do Accord, mas representa o jovialidade que o sedã ganhou. É como se o carro tivesse se banhado daqueles cremes que prometem rejuvenescimento.

A estética é definitivamente a mudança mais relevante do modelo. Até porque o conjunto mecânico manteve-se o competente 3.5 V6 a gasolina. Disposto de 280 a 6.200 rpm, o motor de 24 válvulas i-VTEC mostrou disposição para encarar a Serra do Rio do Rastro, trecho paradisíaco conhecido pelos catarinenses como canyons.

As curvas presentes entre os municípios de Urubici e Bom Jardim da Serra, ambos em Santa Catarina, não chegam a ser tão ariscas quanto o cenário típico das rodovias norte-americanas (a não ser pela presença de vários caminhões que precisam ocupar a faixa contrária para contornas as curvas estreitas). Mas são suficientes para colocar à prova os 34,6 kgf.m de torque a 4.900 giros.

A missão foi cumprida com louvor. Apesar de o trem-de-força não ser focado na esportividade, ele é capaz de entregar vigor assim que o pé direito é acionado. A força é transmitida para o eixo dianteiro por meio de uma transmissão automática de seis velocidades – bem a tração poderia ser integral como na versão topo de linha do rival Ford Fusion...

Como não poderia deixar de ser, a suspensão é molenga voltada para o conforto. Mesmo assim, os sistemas McPherson (dianteiro) e multilink (traseiro) passam segurança. A condução em curvas de alta é feita sem receios.

O medo mesmo é controlar a barca de 4.91 metros de comprimento e 1,85 m de largura em ruas estreitas. Para ajudar na tarefa, o carro oferece sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, além de câmera de ré.

Outro item de grande valia é o monitoramento de ponto cego por meio de uma câmera instalada no retrovisor direito. As imagens são mostrada na central multimídia de 7,7” sensível ao toque. Ela oferece agora a tecnologia CarPlay, que tem interface semelhante à de aparelhos Apple. A central também tem suporte ao Android Auto, que estreia no Brasil em abril.

Moderna, o sistema também permite espelhamento de notebooks e outros gadgets por meio de um cabo HDMI (aquele presente nas TVs). O problema é que a central não é intuitiva e o touch screen é um tanto falho. A confusão se dá também porque existe uma outra tela no topo do console. É difícil saber de primeira onde ver e gerenciar informações.

A conclusão é que o Accord oferece pouca gama tecnológica para um carro que custa R$ 156.300. Digamos que os demais itens de série são obrigatórios para um carro desta faixa de preços. Há ar-condicionado digital de suas zonas, direção elétrica, piloto automático, chave presencial, GPS, bancos revestidos em couro e volante multifuncional.

A importação dos Estados Unidos prejudica um pouco na briga contra o Fusion. A origem mexicana permite com que o Ford tenha preços mais maleáveis. A versão mais cara vale R$ 143.400.

Mas o Accord também é uma ótima opção em um segmento permeado por Volkswagen Passat e Hyundai Azera, além dos alemães de luxo Mercedes-Benz Classe C e BMW Série 3. O modelo da Honda transmite status, exclusividade e, agora, jovialiadade. Saiu-se muito bem também nos trechos gaúchos de highway como Torres, passando por Xangri-Lá e chegando a Porto Alegre.

Conta até com um moderno sistema que torna a viagem extremamente silenciosa. As caixas de som emitem frequências que contrapõem os ruídos externos. Até o motor tem um sistema que desliga três dos seis cilindros em trechos regulares. O foco é  a economia, mas também interfere no silêncio. É bom prestar atenção para não pegar no sono.

As tecnologias não resolvem, mas ajudam a amenizar o tráfego intenso presente em qualquer região do País.

Lukas Kenji

Lukas Kenji
Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.   

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