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Teste: Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus 2016

Versão custa R$ 43.745 e tem itens 'obrigatórios' como ar-condicionado, direção hidráulica e rádio

Texto: Lukas Kenji | Foto: Divulgação 11/02/2016
 
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Da farta relação de jargões publicitários (quase sempre em inglês), um dos termos mais proferidos é o chamado ‘case’. Os profissionais do meio utilizam a palavra como sinônimo de ‘exemplo de sucesso’. Pois é nesse verbete que o Hyundai HB20 encaixa-se perfeitamente.

Projetado exclusivamente para o mercado brasileiro, o caipira nascido em Piracicaba (SP) conquistou rapidamente a simpatia do público e é figurinha carimbada no top 10 de vendas mensais desde sua concepção, em 2012. Passados três anos, em outubro de 2015, veio a primeira mudança. Um facelift que, apesar de leve, continuou conferindo ao hatch o status de case.

Definitivamente, o HB20 é um carro almejado pelos brasileiros. Basta notar que o modelo foi o mais buscado no Google ao longo de 2015. O resultado de tanto alvoroço foi o terceiro lugar em vendas no mesmo período, com mais de 110 mil emplacamentos.

Quer mais? Pois o carro liderou a Hyundai rumo ao quarto lugar entre as montadoras que mais venderam veículos no País em janeiro deste ano, roubando a posição histórica da Ford.

Mas quem acha que a nova linha do HB20 trouxe novidades e inovações para fisgar novos consumidores está enganado. Embora a Hyundai alardeie o facelift como uma revolução, ela não passa de um conjunto de pequenos ajustes.

Exatamente esta estratégia mantém o HB20 como o carro da moda. Um equipamento aqui, um desenho acolá podem até mudar. Mas o espírito de um veículo moderno, espaçoso e premium (como publicitários gostam de dizer), ainda encarnam no hatch.

MUDANÇAS SÓ NO TOPO

Não dá para negar que até houve alterações relevantes na nova linhas, tais como câmbio manual e automático de seis marchas, LED de uso diurno, novas lanternas traseiras, central multimídia com espelhamento, bancos de couro e grade dianteira reformulada. No entanto, somente a última novidade citada está disponível para a versão avaliada Comfort Plus, equipada com motor 1.0 e que custa R$ 43.745.

Quem quiser adquirir o hatch com todos os mimos acima tem que desembolsar mais de R$ 65 mil. Você não leu errado. Para ser exato, a versão topo de linha com opcionais está tabelada a R$ 65.385. Clique aqui para confirir a avaliação dela.

NOVA REALIDADE

Talvez o certo seria não esquentar a cabeça e acostumar-se com a realidade de preços dos automóveis no Brasil, mas encarar o fato de que o terceiro carro mais vendido do Brasil (atrás apenas de Onix e Paalio) pode chegar a um preço tão alto é uma tarefa difícil. Tão difícil quanto lidar com a conjuntura de ter que pagar mais de R$ 40 mil para ter um hatch compacto 1.0 com itens básicos.

Tais itens são direção hidráulica, ar-condicionado, rádio, além de vidros, travas e retrovisores elétricos. A versão Comfort Plus dispõe ainda de freios ABS com EBD (distribuição da força de frenagem nas quatro rodas), banco do motorista e coluna de direção com regulagem de altura, faróis com máscara negra e calotas de aro 15”.

ESCALAÇÃO MANTIDA

Como em time que está ganhando não se mexe, o trem de força do hatch continuou intacto. Até porque o motor 1.0 de três cilindros é econômico, pouco ruidoso e bem ajustado ao câmbio manual de cinco marchas. Este, por sua vez, poderia ser um pouco mais preciso.

O propulsor dispõe de 75 cv e 9,4 kgf.m de torque quando abastecido de gasolina. Quando o combustível da vez é o etanol, os números saltam para 80 cv e 10,2 kgf.m, que, em suma, não deixam o motorista na mão quando o carro precisa de mais vigor.

Como dito, o consumo de combustível também tem níveis satisfatórios. Em circuito urbano, são cumpridos 12,5 e 8,5 km/l, enquanto na estrada o desempenho é de 9,9 e 14,1 km/l na ordem gasolina e etanol, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro/Conpet.

MAIS GENEROSIDADE, POR FAVOR

Ok, o conjunto motor e câmbio está bacana, o espaço interno é razoável (são 2,50 metros de entre-eixos), o carro tem status de bonitão, etc. Mas bem que a Hyundai poderia ser um pouco mais generosa com as versões 1.0. Pelo menos a lanterna traseira, chamada de Clear Type, poderia ser comum a todas as versões.

Ora, se um dos pontos fortes do HB20 é o visual, o comprador do modelo também quer mostrar que sua caranga é nova e diferente da versão anterior. Isso para não falar de outros equipamentos que também poderiam ser disponíveis em configurações mais em conta, como a central multimídia.

Enfim, o Hyundai HB20 parece ter desenho e porte de um carro caro. E tem.

Lukas Kenji

Lukas Kenji
Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.   

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