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17-09-12 | Texto: Rodrigo Samy | Foto: DivulgaçãoVoltar

Hyundai HB20: hatch tem argumentos para quebrar a tradição

Compacto da marca coreana, fabricado no Brasil, chega com artefatos para tentar derrubar a concorrência

(Ilha de Comandatuba, Bahia) O WebMotors rodou por mais de 100 km com o novo Hyundai HB20 na BA – 001. As versões avaliadas foram as 1,6L com transmissão manual, 1,6L com câmbio automático e a 1,0L.

Desenvolvido para pegar modelos que já estão fincados no solo brasileiro, o HB20 se destaca por trazer um design moderno e inovador. Outro ponto favorável do hatch está no fato de ele antecipar a próxima geração do Hyundai i20. O modelo menor que o i30 tem uma grande representatividade na Europa e em países emergentes. São poucas as situações em que uma nova plataforma chega antes ao Brasil para depois, então, seguir viagem.

O patamar avançado do HB20 pode ser reconhecido em detalhes que às vezes escapam nos modelos de entrada. Exemplos estão na estrutura do painel, no console central e no porta-luvas. Bem montados, eles não oferecem rebarbas. Nota-se que a montagem é caprichosa e que os difusores de ar, em formato de losango, imitam o desenho de veículos de categorias superiores. Externamente, a evidência é presente no fechamento das portas e na montagem do para-choque.

Os bancos usam uma espuma densa e contam com um desenho agradável. Já a regulagem de altura, manuseada por meio de roldana, é mínima. Pode-se dizer até que ela serve apenas como “enfeite” ou mesmo para as cochas. Mesmo sem um bom recurso para a regulagem de altura, o HB20 tem uma boa posição de dirigir. O volante oferece respostas muito rápidas, tanto é que seria o caso da utilização de um sistema hidráulico progressivo. O para-brisa envolvente dá ao condutor uma boa visibilidade, superior a dos concorrentes Uno, Palio e Volkswagen Gol.

O espaço do banco traseiro é suficiente para uma pessoa de 1,80 m. A distância de entre-eixos de 2,5 m é uma das maiores da categoria. Outro detalhe favorável é o túnel do escapamento, quase plano. O porta-malas, com capacidade para 300 litros, tem uma boca de entrada mediana. Ao contrário dos modelos mais tradicionais, o seu compartimento tem um desenho mais “verticalizado”. Tal dado fica evidente na hora da condução, quando nota-se uma menor visibilidade da área traseira.

A suspensão do HB20 é firme, mas não tem um curso suficiente para o território brasileiro. Durante a avaliação notou-se que o “batente” entrou na jogada em algumas situações de lombadas. Apesar de precisa e de estilo esportivo, a impressão que se deu é a de um carro mais fragilizado. Faltou aquela robustez de um carro mais parrudo.

Motores do HB20 e desempenho:

1,0L Flex – O motor de três-cilindros, mesmo do Kia Picanto, oferece 80 cv (etanol) e 75 cv (gasolina). De acordo com medições da marca, o conjunto consegue fazer de 0 a 100 km/h em 14,9 s e atingir a velocidade máxima de 160 km/h com álcool. Durante a avaliação ficou nítido o ruído superior do conjunto. Em ponto morto, aos 4.000 rpm, ele marcou 40 dB, já aos 100 km/h, a 3.000 rpm, ele marcou 60 dB. A relação de marchas do HB20 é curta nas primeiras e de bem longas nas finais. Tanto é que a quinta velocidade só foi utilizada em poucas situações durante o percurso na BA-001. O torque de 10,2 kgfm funciona bem, mas com a ajuda do comando variável de válvulas. O consumo aferido pelo computador de bordo do HB20 1.0 foi de 9 km/l de gasolina.

1,6L Flex, câmbio manual – O propulsor de quatro-cilindros em linha, mesmo do Kia Soul, oferece 128 cv de potência máxima quando está abastecido com etanol. Muito prazeroso de se conduzir, o HB20 com motor mais “forte” surpreendeu nas retomadas. Afinal, o torque de 16,5 kgfm (etanol) ficou bem relacionado com a caixa de cinco velocidades. O rock-and-roll só ficaria melhor se houvesse uma sexta marcha. De acordo com a marca, o modelo equipado com o conjunto de 1.600 cm³ consegue acelerar de 0 a 100 km/h em 9,3 s e atingir a máxima de 188 km/h, ambos os dados com álcool. Durante o percurso rodoviário, o HB20 marcou 9,4 km/l no seu computador de bordo.

1,6L Flex, câmbio automático – Conforme medições da Hyundai, a versão automática acelera de 0 a 100 km/h em 11 s e atinge a velocidade máxima de 176 km/h. Durante a avaliação, o HB20 com câmbio automático indicou no painel um consumo de 6,4 km/l. A rapidez e a agilidade da transmissão foi uma característica que chamou a atenção do WebMotors. Apesar de não contar com um “overdrive” ou com a opção de trocas manuais, o desenho da transmissão permite que você troque da posição “drive” para a terceira com muita rapidez. Tal detalhe possibilita boas retomadas e a utilização do freio motor.

Versões e preços

O HB20 estará disponível nas lojas em nove opções: 1.0 Comfort, 1.0 Comfort Plus, 1.0 Comfort Style, 1.6 Comfort, 1.6 Comfort Plus, 1.6 Comfort Style (manual e automático) e 1.6 Premium (manual e automático). O valor do modelo de entrada é de R$ 31.995. Os principais itens de série do hatch mais em conta são: direção hidráulica, ar-condicionado, duplo airbag e banco do motorista com regulagem de altura. Com o pacote “Plus” (R$ 33.995), o modelo 1,0L ganha travas elétricas e o alarme. O modelo topo de 1.000 cm³ chega por um valor sugerido de R$ 37.995. Além dos itens já mencionados acima, a versão Comfort Style traz como principais equipamentos os seguintes itens: rodas de liga, retrovisores com ajuste elétrico, faróis de neblina, volante com regulagem de altura e de profundidade, freios ABS e som (rádio, CD, MP3, USB e entrada iPod).

O sistema multimídia é opcional nos modelos de entrada, o valor sugerido é de R$ 995. O carro de entrada com motor 1,6L tem um preço cotado em R$ 36.995. O único item de relevância que o Comfort 1.6 traz de diferente da Comfort 1.0 é o freio ABS de série. O mesmo ocorre com a versão “Comfort Plus” (R$ 38.995) e com a “Comfort Style” (R$ 42.995). Para encaixar a transmissão automática no modelo é necessário desembolsar R$ 45.995. No HB20 1.6 Premium os itens de destaque são: volante em couro, acendimento automático dos faróis, sensor de estacionamento e bancos traseiros bipartidos. O valor indicado para a opção topo, com câmbio manual, é de R$ 44.995. A mesma opção com o câmbio automático sai por R$ 47.995.

Como encontrar o HB20

A Hyundai Motor do Brasil está desenvolvendo uma rede de concessionárias exclusiva que oferecerá serviços de vendas e pós-vendas para os produtos da família HB. Para o consumidor entender quem venderá o i30 ou o HB20, ele terá de olhar a cor da fachada da loja. Ou seja, o grupo Caoa, responsável por vender os importados da marca coreana e os modelos em CKD, ficará com as lojas de “totem” prata. Ele dará assistência aos modelos comercializados por ele, assim como aos HB20. Já as lojas de fachada azul, só atenderão aos clientes do HB20. A Hyundai programou-se para inaugurar 150 concessionárias a partir do dia 10 de outubro. A ideia da marca é que até 2013 mais de 200 lojas estejam em operação. Algumas lojas pertencentes ao Grupo Caoa poderão comercializar o HB20, porém em espaços separados. O consumidor que levar o HB20 para casa poderá contar com uma assistência 24h e com as duas primeiras revisões (10 mil e 20 mil quilômetros) com a mão de obra gratuita. Outro bom argumento de vendas é a garantia de cinco anos ou de 100 mil quilômetros.

Opinião do repórter

O HB20 chega com o trunfo de ser uma das principais novidades de 2012. Até o EcoSport não foi páreo para o modelo no quesito novidade. O carro ficou bem montado e muito prazeroso de se dirigir. A versão 1.0 não conversou tão bem com a estrada, mas acabou se saindo bem no regime urbano. Já as opções equipadas com motor 1,6L surpreenderam. O único percalço ficou por conta da ausência de uma sexta marcha. Outro detalhe que poderia ser melhorado é a suspensão. Apesar de firme, ela usa um curso curto. Ou seja, aparentou fraca para as condições brasileiras. Se o sistema for comparado com o usado nos tradicionais modelos - Gol, Sandero e Palio, o HB20 toma um “banho” da concorrência. Faltou robustez neste quesito.

Pontos positivos
- Dirigibilidade, visibilidade e design
Pontos negativos - Suspensão, desempenho rodoviário da versão 1,0L, acesso ao porta-malas e a rede de concessionárias ainda pequena

Motor Três cilindros, transversal, 12 válvulas, 998 cm³ Quatro, dianteiro, transversal, 16 válvulas, 1.600 cm³
Potência 75 cv (gasolina) / 80 cv (etanol) a 6.200 rpm 122 cv (gasolina) / 128 cv (etanol) a 6.000 rpm
Torque 9,4 kgfm (gasolina) 10,2 kgfm (etanol) a 4.500 rpm 16 kgfm (gasolina) 16,5 kgfm (etanol) a 5.000 rpm
Câmbio Manual, com cinco marchas Manual, de cinco, ou automático de 4
Tração Dianteira Dianteira
Direção Por pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica
Rodas Dianteiras e traseiras em aro 14” de liga-leve 14" de liga-leve e 15" opcional
Pneus Dianteiros e traseiros 175/70 R14. opc. 185/60 R15
Comprimento 3,90 m
Altura 1.47 m
Largura 1,68 m
Entre-eixos 2,50 m
Porta-malas 300 l
Peso (em ordem de marcha) 953 kg / 1000 kg / 1027 kg
Tanque 50 l
Suspensão Tipo McPherson com traseira eixo de torção
Freios Disco ventilado na dianteira e tambor na traseira


Como foi a apresentação do Hyundai HB20



Veja o Hyundai HB20 no palco



Galeria de fotos Hyundai HB20

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