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22-02-08 | Texto: Arthur Caldeira | Foto: Renato Durães/InfoMotoVoltar

Suzuki GSX-R 1000 tem cavalaria domada eletronicamente

Superesportiva traz um inédito seletor de modo de pilotagem eletrônico para adestrar seus 185 cv de potência máxima

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(22-02-08) - Quando foi lançada na Europa e nos Estados Unidos, no início de 2007, a ficha técnica, os números de desempenho e as novidades tecnológicas da sétima geração da Suzuki GSX-R 1000 deixaram os fãs brasileiros de motos superesportivas com água na boca. Pois finalmente, agora em 2008, a GSX-R 1000 desembarca no país.

O modelo 2008 - chamada de K7 - é inédita do farol aos escapamentos: quadro de dupla trave superior em alumínio mais compacto, suspensões mais eficientes, nova balança traseira, pedaleiras ajustáveis, nova injeção eletrônica, enfim... Tudo novo.

Como o projeto da Suzuki tinha como objetivo criar uma campeã das pistas, um simples teste pelas ruas e estradas da Grande São Paulo não é suficiente para se conhecer a fundo essa superesportiva. Mas já podemos ter uma idéia do que ela é capaz.

Seletor de potência

O motor tem a mesma arquitetura de seu antecessor – quatro cilindros em linha de 999 cm³, 16 válvulas, comando duplo no cabeçote (DOHC), com arrefecimento líquido –, porém com pistões forjados em alumínio, eixos de comando ocos (para reduzir o peso) e um balancim para reduzir vibrações.

A Suzuki também mudou a injeção eletrônica, agora mais compacta, com bicos injetores com 12 pequenos orifícios, em vez dos quatro furos maiores utilizados anteriormente. Com isso a nebulização da mistura ar-combustível é mais eficiente. Tudo para manter o propulsor bem alimentado.

Essas novidades, em conjunto com dutos de admissão e escape 8% maiores e válvulas em titânio com comando “mais bravo”, resultaram em um aumento de 7 cv na potência máxima – passou dos anteriores 178 cv a 11.000 rpm para 185 cv a 12.000 rpm. Isso sem a ajuda da indução direta de ar, somente medido no dinamômetro.

Mas o grande destaque desse novo motor não são os 7 cv a mais, mas sim um pequeno botão localizado no punho direito chamado de Suzuki Mode Drive Selector, ou simplesmente, S-MDS, como gosta a fábrica de Hamamatsu. Trata-se de um seletor de como a curva de potência será entregue pelo motor. O piloto pode escolher três diferentes tipos de gerenciamento do propulsor. É como ter três motos em uma só com o simples toque de um botão.

No modo “A” você tem força total. No modo “B”, a potência é menor em baixas rotações, mas a partir das 9.000 rpm a usina de força está de volta. O modo “C” mantém pouca potência em médios e baixos regimes, mas o motor pára de entregar mais potência acima das 8.000 rpm.

Podemos chamar o modo “A” de exagero. A potência é tanta desde as baixas rotações que senti o pneu traseiro derrapar assim que girei o acelerador com vontade. O modo “B” transmite mais confiança, pois se pode acelerar nas saídas de curva sem medo que a moto saia de baixo de você. Já o modo “C” realmente transformou essa bestial 1.000 cm³ em uma moto mais mansa, como uma 600 cm³. Seria ideal para um dia chuvoso em uma serra sinuosa.

Ciclística

O novo e compacto quadro de dupla trave superior em liga de alumínio e as suspensões reformuladas completam o excelente conjunto da nova Suzuki 1000. Os garfos telescópicos invertidos (upside-down) na dianteira e o monoamortecedor na traseira ganharam regulagem na velocidade da compressão, além do ajuste de retorno e na pré-carga da mola.

Com tanta força do motor, uma novidade bem-vinda foi o amortecedor de direção com uma válvula eletromagnética que enrijece o guidão de acordo com a velocidade, facilitando as manobras em baixa velocidade. Para que a moto fique bem ao gosto do piloto, as pedaleiras da nova GSX-R 1000 podem ser ajustadas em três diferentes posições.

Outro ponto forte são os freios. Basta apertar o manete para que os dois discos de 310 mm de diâmetro, com pinças radiais de quatro pistões, parem a roda dianteira. Na traseira, um disco simples de 220 mm com pinça de um pistão completa o serviço de parar os 172 kg dessa besta de 1.000 cm³.

Dois escapamentos

No design a mudança que salta aos olhos são os dois novos escapamentos em substituição ao único escape da versão anterior. Agora o sistema 4-1-2 com duas saídas, uma de cada lado, resultou em um peso maior, mas, segundo a fábrica japonesa, a centralização de massas está melhor.

A carenagem também mudou. Projetada em túnel de vento, teve sua área frontal reduzida. A bolha está mais alta para oferecer mais proteção aerodinâmica em alta velocidade.

Para completar o cockpit, um compacto e belo painel, que traz: conta-giros analógico, velocímetro digital, shif-light (luz que indica a hora de trocar de marcha) e um útil indicador de marcha engatada, além de outras coisas mais supérfluas, como relógio, hodômetros etc.

A nova GSX-R1000 já está disponível nas concessionárias Suzuki nas cores preta, preta e laranja, vermelha, azul e amarela. Seu preço sugerido é de R$ 71,9 mil, mas Concessionárias estão oferecendo, por tempo indeterminado, um bônus promocional no valor de R$ 10,7 mil. Para mais informações, entre em contato com a Central de Vendas Suzuki pelo telefone 0800-707-8020 ou acesse o site www.suzukimotos.com.br.

* No teste INFOMOTO usou capacete KBC, Macacão Shift, Luvas GTech e Botas Diadora


FICHA TÉCNICA – Suzuki GSX-R 1000

















MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, DOHC, refrigeração líquida, 999 cm³
POTÊNCIA185 cv a 12.000 rpm
TORQUE11,9 kgm a 10.000 rpm
ALIMENTAÇÃO Injeção eletrônica
TRANSMISSÃO FINALCorrente
CÂMBIO Seis marchas
PARTIDA Elétrica e pedal
RODAS Dianteira e traseira de aro 17”, em liga-leve
PNEUS Dianteiro 120/70-ZR17; traseiro 190/50-ZR17
CHASSI Quadro de dupla trave superior em alumínio com 2.045 mm de comprimento, 720 mm de largura total, altura de 1.130 mm, distância entreeixos de 1.415 mm, altura do assento de 810 mm e peso a seco de 172 kg
TANQUE17,5 l
SUSPENSÃODianteira com telescópica invertida (upside-down) e totalmente ajustável; traseira com balança monoamortecida e amortecedor a óleo totalmente ajustável
FREIOSDianteiro com dois discos de 310 mm de diâmetro, com pinças de quatro pistões fixadas radialmente e traseiro com disco simples de 220 mm de diâmetro com pinça de um pistão
CORES Azul, vermelha, amarela, preta/laranja, preta
PREÇO R$ 71,9 mil


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