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25-07-06 | Texto: Alexandre Ule Ramos e Agência AutoInforme | Foto: DivulgaçãoVoltar

Guia de compra – Fiat Palio Weekend

Leia aqui tudo o que você precisa fazer para realizar uma boa compra!

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(25-07-2006) - A versão perua da família Palio nasceu em 1997 em três versões: a básica 1.5, com 76 cv, equipada de série com vidros verdes, desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro; a intermediária 1.6 16V, com 106 cv; a Stile, com essa mesma motorização mais direção hidráulica, airbag para o motorista, vidros e travas com acionamento elétrico e a Sport, também equipada com o motor de 1,6 litro e que vinha com volante, bancos e manopla do câmbio com desenho mais esportivo, bancos com encostos vazados cobertos com uma espécie de almofada e rodas de liga-leve, entre outros equipamentos.

A enorme capacidade do porta-malas, como é comum em modelos da Fiat, era uma característica marcante da perua. São 460 litros com o banco traseiro na posição normal, podendo chegar aos 1.540 litros com o banco abaixado. Uma solução diferente na época, para carros desse segmento, estava na posição do estepe: ele se localizava na parte externa, embaixo do assoalho.

Em 1998 não houve grandes mudanças, mas em 1999 surge a Weekend equipada com motor 1-litro de apenas 61 cv e câmbio de seis marchas importado, o mesmo empregado pelo Punto italiano. Era a resposta da Fiat à empreitada da VW, que, em 1998, lançara a Parati 1.0 16V e vinha encontrando boa receptividade por parte do mercado com ela.

Essa versão 1.0 da Weekend, porém, era um modelo controverso: pesado, com motor fraco e um câmbio com muitas marchas, o que obrigava o motorista a fazer constantes mudanças, principalmente em lugares com muitos aclives. Não fez sucesso e durou muito pouco, sendo retirada de produção durante o ano 2000. Também em 1999 a versão 1.5 passa a ser denominada EX.

Em 2000 a Weekend 1.6 8V era lançada como ELX, com 92 cv de potência. Nesse mesmo ano a Fiat acerta na mosca e lança a Adventure, uma Weekend com vocação mais off-road e que, na verdade, criou todo um segmento no Brasil. Entre as novidades estavam a maior altura da suspensão, quebra-mato dianteiro e estribos laterais, que conferiam à perua um visual bem mais agressivo. Se no fora-de-estrada ela encontrava algumas dificuldades, por causa da tração 4x2, na cidade era uma parceira ideal para enfrentar o castigado piso das nossas cidades.

Em 2000 também foi lançado um dos modelos de vida mais curta no país: trata-se da Weekend com motor de 1,3 litro, 80 cv de potência e visual antigo. Sim, pois de março a setembro de 2000 a empresa produziu a curiosa combinação do motor “novo” com o visual “velho”. A partir de outubro, passou a ser vendida a nova família Palio, que estava recebendo sua primeira reestilização. Esse retrabalho atingiu principalmente a dianteira da Weekend, embora contasse com novas lanternas e tampa traseira, novo painel de instrumentos e forrações etc.

A linha agora era composta pela versão ELX com novo motor Fire (de Fully Integrated Robotsized Engine) de um litro e 16 válvulas, com 70 cv de potência; ELX 1.3 16V Fire, com 80 cv; e 1.6 16V de 106 cv, que equipava a Stile e Adventure. A Sport saiu de linha nessa nova geração do Palio.

Em 2003 surge a versão EX com motor 1,3-litro de 67 cv. O motor de 1,6 litro e 16V dá lugar ao propulsor de origem GM, com 1,8 litro de cilindrada e 103 cv, que passa a equipar as versões EX, Stile e Adventure.

No ano de 2003 ocorre a segunda grande reestilização do Palio, que acabou atingindo o restante da família, inclusive a Weekend, em 2004, como modelo 2005. Na opinião de muitos, ela ficou com visual mais “pesado” que a anterior. A Adventure, particularmente, parece padecer ainda mais dessa característica, com a presença de muitos elementos na traseira. É lançado o motor 1,3-litro Flex e 1,8-litro Flex. Em 2005 o 1,3-litro dá lugar ao novo 1,4-litro Flex.

Para 2007 é esperada uma nova grande reestilização da linha, que a exemplo do que vem acontecendo desde 2001, deve receber nova dianteira e traseira, além das tradicionais mudanças de acabamento, rodas etc (leia mais sobre isso aqui).

Modelo flex salva vendas da perua

Se não fosse o motor bicombustível, a Fiat poderia estar com problemas com a Palio Weekend. O carro estava em queda até 2004, quando então a motorização flex deu uma guinada no modelo.

A perua pequena da Fiat vem de altos e baixos nos últimos anos. O melhor desempenho foi em 2001, com um total de 37.303 unidades vendidas e 60% de participação no segmento, que é representado apenas por dois modelos (Parati e Palio Weekend). Foi também em 2001 que a perua Palio conquistou a liderança dos carros familiares derivados de carros de passeio pequenos, antes dominado pelo modelo da Volks.

A versão 1-litro nunca foi a preferida dos consumidores, tanto que a partir de 2004 a Fiat retirou o modelo popular do mercado. O que deu uma sobrevida à Palio Weekend foi o lançamento da versão flex em 2004. Com a chegada da versão bicombustível, as vendas subiram de 18.653 unidades em 2003 para 25.223 em 2004. No ano passado, o carro da fabricante italiana atingiu 26.037 unidades e ficou com a melhor participação, 67% das vendas no segmento.

No entanto, considerando a média mensal, as vendas nesse ano caíram 13% em relação às do ano passado. De janeiro a junho foram vendidas 11.228 unidades, o que representa uma média mensal de 1.871 unidades, ante 2.169 em 2005.

A Palio Weekend está entre os carros que menos depreciam. Segundo estudo da Agência AutoInforme, o carro desvaloriza 5,5% no primeiro ano de uso após sair da concessionária.

A perua Palio está disponível em três versões: a ELX 1.4 flex que custa oficialmente R$ 37.370,00; a HLX 1.8 flex, R$ 44.280,00 e a Adventure 1.8 flex, que sai por R$ 49.230,00. Mas, pelos cálculos da AutoInforme, que se baseia na cotação da Molicar, o mercado vende a Palio Weekend com desconto que oscila entre 3,7% a 7%, dependendo da versão.

Comprando uma Weekend usada

A Weekend, em geral, é um modelo que apresenta poucos problemas na maior parte das unidades comercializadas. Em algumas unidades, entretanto, determinados defeitos se manifestam de forma insistente. É o caso, por exemplo, da entrada de água nas portas. Os freios com pedal mais “borrachudo” e um pouco mais agressivos que o normal são uma característica do veículo, mas em algumas unidades esse caráter do modelo se manifesta de uma maneira mais acentuada.

Outros possíveis problemas encontrados comumente na Weekend estão relacionados à bomba d’água, que trava e deixa a correia de acionamento chiando, vazamento do reservatório de partida a frio dos modelos Flex, embreagem trepidando mesmo em veículos com baixa quilometragem (em nosso teste com a Strada, isso também aconteceu; clique aqui e confira), sem falar no tradicional cuidado que se deve ter com a correia dentada e respectivo esticador nos modelos da Fiat.

Mesmo com a alegada troca desses componentes por parte do vendedor, cheque a veracidade dessa informação junto a um mecânico de confiança. A correia e o esticador saem por volta de R$ 250,00. Mas, em caso de quebra da correia, o estrago pode passar dos R$ 3 mil.

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