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Guia de compra - Toyota Hilux

Leia aqui as melhores dicas para a compra de um bom exemplar desta picape valente!

Texto: Alexandre Ule Ramos | Foto: Divulgação 04/12/2006
 
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(05-12-2006) - Importada desde seu surgimento no Brasil em 1992, a picape Hilux inicialmente vinha do Japão. Disponível com cabine simples e dupla, além das opções de tração 4x2 ou 4x4, era encontrada nas versões básica, DLX e SR5 (esta contando com ar-condicionado, direção hidráulica, conjunto elétrico, vidro degradê e volante com regulagem de altura de série). E tinha no motor de quatro cilindros em linha, aspirado e com apenas 77 cv de potência um alvo de muitas reclamações. Não no quesito robustez, pois ia longe, mas no desempenho, muito fraco para um utilitário desse porte.

A partir de agosto de 1997 passou a ser importada da Argentina, mas ainda com a mesma motorização de 77 cv, motivo de muitas reclamações dos proprietários devido ao fraco desempenho. Havia 12 versões, combinadas as opções de acabamento (básico, DX, SR e SRV), tração (4x2 e 4x4) e cabine (simples ou dupla).

Mas essa combinação, naturalmente, não era possível entre todos os elementos. A básica, por exemplo, vinha com bancos revestidos em vinil, sem ar condicionado nem mesmo como opcional, e apenas com cabine simples, motor diesel aspirado e tração 4x2. Aliás, se a opção recaísse sobre o motor a gasolina, não havia disponibilidade de tração 4x4. E se o veículo fosse turbodiesel, só seria encontrado com tração 4x4 e cabine dupla.

Na DX o ar-condicionado era oferecido como opcional; apresentava melhor acabamento em relação à básica, mas da mesma forma estava equipada com rodas de aro 16 e pneus 215. A SR trazia pára-choque, grade e espelhos cromados, condicionador de ar e rodas de aro 15, calçadas com pneus 235 de série. A SRV vinha com airbag para motorista, conjunto elétrico, ABS nas quatro rodas, toca-fitas e roda-livre automática (também de série na SR). Em todas, o câmbio é manual de cinco velocidades.

As principais reclamações desse modelo, que dá poucos problemas, não estão na qualidade do produto propriamente dita, mas na assistência técnica oferecida pelas concessionárias, um tanto cara por se tratar de um veículo importado. As peças também não são baratas, tanto as de acabamento como de mecânica (ver quadro). Por isso mesmo são muitas as oficinas paralelas que se dedicam à manutenção da Hilux.

Em 2002 a linha sofre sua primeira reestilização, que se restringe à grade dianteira. Para muitos a modificação não melhorou a estética do modelo, muito pelo contrário. Mas, para a alegria de muitos admiradores da picape, ela ganhou nova motorização, bem mais potente e econômica: um diesel aspirado de 3,0 litros e 90 cv; um turbodiesel de 3,0 litros e 116 cv (“emprestado” da SW4 e com injeção eletrônica de combustível e sistema de acelerador “drive-by-wire”) e um motor de quatro cilindros, de 2,7 litros (também da SW4, originando uma versão produzida apenas para o mercado brasileiro), quatro válvulas por cilindro, a gasolina, com 142 cv.

Essa versão foi produzida até o ano de 2005, quando a linha sofreu a mudança mais radical desde o início de sua comercialização no Brasil, há 14 anos, ficando maior e mais potente. E bem mais cara que a chamada “antiga geração”...

Comprando uma Hilux usada

Os problemas relacionados à Toyota Hilux são poucos, a exemplo do que acontece com os demais modelos desse fabricante. Mas, é claro, existem. Com relação ao sistema de embreagem, é bom checar a existência de vibrações e a famosa “patinada” principalmente nas versões com tração nas quatro rodas, que podem ter sido utilizadas em percursos fora-de-estrada. Se não foram usadas cuidadosamente, ou não apresentaram manutenção feita com critério, podem apresentar desgaste acelerado do platô, disco e rolamento.

Pedal abaixando quando pressionado continuamente, ou sem precisão nas frenagens de emergência, é sinal de problemas no servo-freio. Verifique a existência de vazamentos entre o cilindro-mestre e o servo. Verifique o sistema de refrigeração do veículo e veja se o ar sai pelas grades internas com bom fluxo e gelando adequadamente. Caso não esteja frio o suficiente, pode ser que o compressor esteja com problemas nos anéis de vedação internos, problema mais comum, ou ainda na correia folgada ou tenha furos nas mangueiras de condução do gás refrigerante.

Cheque se a velocidade (no velocímetro) está sendo marcada sem oscilações do ponteiro. O hodômetro também deve ser checado, observando-se se os números estão alinhados. Caso esses defeitos sejam observados, pode ser que o velocímetro tenha sido adulterado ou tenha problemas no cabo de acionamento.

Observe o motor e veja se não há vazamentos de óleo pela junta do cabeçote. Depois, com o auxílio de um elevador, veja se não há marcas de lubrificante na junta do cárter ou pela dianteira do bloco. É bom saber que a correção de um defeito como esse pode passar dos R$ 2 mil. Boa sorte!

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