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Um novo “monstro” chamado XDiavel

Rodamos 260 quilômetros na nova cruiser italiana chega ao Brasil em agosto

Texto: Agência INFOMOTO | Foto: Divulgação 10/02/2016
 
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(San Diego/EUA) Intimidadora e ao mesmo tempo dócil; potente, e ainda assim suave, a nova Ducati XDiavel S é um festival de paradoxos. Para conferir como essa união de antíteses se comporta em duas rodas, a INFOMOTO foi até San Diego, no estado norte-americano da Califórnia e conferiu de perto do que é capaz a estilosa novidade italiana. O modelo chega ao Brasil em agosto por um preço que, estima-se, será superior a R$ 80 mil.

Com belas rodas cromadas que lembram uma turbina de avião – diferencial estético da versão S, a top de linha – a XDiavel S  tem porte robusto e algumas linhas herdadas do modelo convencional. Mas, uma coisa tem que ficar clara logo de cara: a XDiavel não é apenas a Diavel anabolizada. Trata-se de uma moto completamente nova, cujo projeto levou mais de dois anos para ser concluído. Em comum com o modelo que já conhecemos, apenas o pneu Pirelli Diablo Rosso II.

Longa, baixa e musculosa, esta é a primeira Ducati equipada com transmissão final por correia dentada (belt drive), uma característica das motos dessa categoria. Assim, a marca de Borgo Panigale deixa claro que sua cruiser quer disputar espaço entre modelos estradeiros de perfil mais esportivo, como Harley-Davidson VRod Muscle, Yamaha VMax e MV Agusta Brutale Dragster RR, por exemplo.

Motor “torcudo” e potente

“A XDiavel foi concebida de dentro para fora. Ou seja, tudo começou pelo motor e depois migrou para chassi, ciclística, finalizando no quesito estética”, afirma Eugenio Gherardi, gerente de Projeto. Assim, a XDiavel ganhou um motor completamente novo, o Testastretta DVT, com comando de válvulas variável e arrefecimento líquido, muito similar ao que equipa a bigtrail Multistrada 1200.

A diferença fica pelos pontos de fixação no quadro treliçado em aço e a realocação da bomba de água entre os cilindros. O bicilíndrico em “L”, de 1.262 cm³, produz 156 cv (a 9.500 rpm) de potência máxima.  “O sistema DVT garante uma entrega linear em baixas rotações, mas assegura o desempenho esportivo da moto quando o piloto gira o acelerador com vontade”, explica Stefano Tarabusi, gerente de Produto.

Nesta avaliação, feita pelos arredores de San Diego, na costa oeste dos Estados Unidos, o consumo médio da XDiavel foi de 20 km/l.

Nesta Ducati, o que impressiona não é a potência - que pode ser dosada por meio de três modos de pilotagem e oito níveis de atuação do controle de tração – mas sim os 13,35 kgf.m de torque já disponíveis a 5.000 giros. Se cinto de segurança fosse item opcional em motos, com certeza o piloto da XDiavel deveria usá-lo, tremenda é a força que é despejada na roda traseira. Daí a opção pelo uso da correia dentada, em vez da tradicional corrente.

Recursos eletrônicos

Entre várias funções, o cérebro eletrônico da XDiavel, batizado de IMU (Inertial Measurement Unit), ofereça à motocicleta três personalidades distintas: Sport, Touring e Urban. Cada Modo tem uma forma diferente de entregar potência máxima, níveis do controle de tração (que pode chegar até 8 níveis diferentes de intervenção – 8 mais intrusivo e 1, com menos intervenção) e atuação do sistema de freios ABS, sendo que este tem três opções de ajuste. Isso sem falar no piloto automático e no sistema que previne empinadas.

No modo Urban, por exemplo, a XDiavel oferece um comportamento mais que dócil. O sistema limita a potência a 100 cv e define um elevado nível de controle de tração (Nível 6). Já no modo Touring, a cruiser da Ducati entrega seus 156 cv de potência, mas suaviza o torque, enquanto o controle de tração trabalha no nível 4 (intermediário). Já o modo Sport é adrenalina pura. Os 156 cv são liberados sem limitação e pouca atuação do controle de tração e do ABS, ambos em Nível 2, garantindo muita emoção nas saídas de curva.

Todos os modos de pilotagem, alias, são bastante intuitivos e fáceis de serem ajustados pelos botões que ficam no punho esquerdo. Tudo devidamente indicado pelo painel de LCD, que na versão S ainda traz informações do celular, como mensagens de texto, chamadas e até música. Os dados são transportados por meio de conexão Bluetooth.

 Primeiras impressões

No comando da XDiavel o piloto fica bem acomodado, com os braços esticados e abertos, em função do guidão largo. Preocupada com a ergonomia, a Ducati recheou sua cruiser com quatro diferentes posições de pedaleiras, cinco opções de altura do assento e três pontos de ajuste para o guidão, totalizando 60 configurações, tudo para privilegiar o conforto na condução.

Ao guidão, a facilidade da moto em contornar curvas destoa de alguns modelos do segmento e surpreende positivamente. No roteiro desenhado pelos arredores de San Diego, havia pontes, vales e pistas sinuosas de mão simples. Todos facilmente percorridos pela “Xtreme Bike” da Ducati, cujo ângulo de inclinação é de 40 graus. Para comparar, nas nakeds o ângulo costuma ser de 50 graus em média e pode chegar a 64 em modelos mais extremos, como a Honda RC213V pilotada por Marc Marquez no Mundial de MotoGP.

 Com relação à ciclística, a cruiser italiana está equipada com que há de melhor no mercado: freios Brembo e suspensão Marzocchi. Tanto o garfo telescópico invertido, como o monoamortecedor traseiro conferem muita segurança e estabilidade. Tudo com múltiplos ajustes.

Atenção especial ao sistema de freios. É preciso saber dosar a força no manete, já que o sistema entra em ação de forma rápida e eficiente. A paravra-chave aqui é modularidade. Potente e bastante preciso, os freios desta cruiser não deixam nada a desejar aos modelos que equipam motos superesportivas.

Conclusão

Após rodar cerca de 260 quilômetros pelas estradas norte-americanas podemos dizer que a Ducati fez um belo trabalho no segmento cruiser com a nova XDiavel S. Todos os elementos que garantem sucesso neste nicho estão ali. Desde o design arrojado e chamativo - vista de cima, a moto tem a silhueta de uma mulher; já de lado é musculosa, impactante – até o motor torcudo. E não podemos nos esquecer da postura ergonômica e da autonomia para rodar 350 quilômetros, conferida pelo tanque de 18 litros de capacidade, além do vasto arsenal eletrônico.

Quando o piloto sobe neste monstro de 247 kg (em ordem de marcha), liga o motor e resolve acelerar, a moto te dá confiança, prazer e transmite muita segurança em função dos componentes de grife e da eletrônica embarcada. Alias, a moto conta ainda com um longa lista de acessórios.

A opção de pilotagem mais radical tem o objetivo de oferecer novas sensações e experiências sobre duas rodas. Portanto, trata-se de uma moto para aproveitar tudo de bom que a estrada tem a proporcionar. Enfim, a XDiavel é destinada ao piloto (experiente) que quer rodar com personalidade, ver e ser visto com requinte, sofisticação e, é claro, em altas doses de adrenalina.

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