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MV Agusta Rivale 800 é uma verdadeira italiana

Bela e potente, inusitada supermoto certamente é uma das mais divertidas

Texto: Agência INFOMOTO | Foto: Doni Castilho/Agência INFOMOTO 24/02/2015
 
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A MV Agusta Rivale 800 é a quintessência de uma motocicleta italiana. Feita para ser estilosa e divertida, o radical modelo deixa de lado a praticidade e reúne um design deslumbrante com o alto desempenho de seu motor tricilíndrico de 125 cv de potência máxima. Dotada de um conjunto ciclístico que garante boa maneabilidade, a Rivale incorpora itens exclusivos e tem preço superior que a maioria das motos com a mesma capacidade cúbica: R$ 56.900.  

A Rivale é essencialmente uma supermotard: traz elementos de uma moto sem carenagem com suspensões de longo curso e rodas de 17 polegadas. Que resulta em um conjunto mais atraente e inusitado do que a Brutale 800, com quem compartilha diversos itens, como o chassi e o motor de 798 cm³, porém com outro sistema de alimentação e exaustão.

MA CHE BELLA!
Desde quando foi lançada no Salão de Milão 2012, a Rivale 800 tem conquistado corações – tanto que foi eleita a moto mais bonita do evento naquele ano. Do farol ousado em forma de losango, passando pelas linhas orgânicas do tanque até a traseira arredondada que parece acabar abruptamente, tudo na Rivale atrai olhares admirados e curiosos. O desenho da supermoto da fábrica de Varese é, sem dúvida, um dos mais inovadores do mercado de motocicletas na última década.

Embora as luzes de iluminação diurna e os piscas em LED, fixados no espelho retrovisor (retrátil) que, por sua vez, também funciona como protetor de mão, sejam claramente inspirados na antiga versão da Ducati Hypermotard, a Rivale é carregada de inovações. O conjunto óptico traseiro é formado por duas colunas de luzes estrategicamente colocadas nas laterais da rabeta e que integram lanterna e luz de freio – os piscas traseiros são fixados no para-lama traseiro que fica próximo à roda e serve como suporte de placa.

CICLÍSTICA E ERGONOMIA
O quadro em treliça ressalta sua origem italiana e as três ponteiras de escapamento do lado direito denunciam sua motorização. O chassi usa a mesma solução da Brutale 800 com tubos de aço em treliça com seções de alumínio para a fixação do monobraço traseiro. Na dianteira, o garfo telescópico invertido Marzocchi é totalmente ajustável e oferece 150 mm de curso; na traseira, o monoamortecedor Sachs também é ajustável e proporciona 130 mm de curso.  

Isso resulta em um banco alto – a 881 mm do solo - e uma posição de pilotagem bem ao estilo supermoto: ao montar na Rivale o motociclista vai “jogado” à frente, com os braços abertos e com bom espaço para as pernas, já que as pedaleiras são baixas. Apesar do banco alto, o baixo centro de gravidade, aliado aos 178 kg de peso a seco, fazem com que a Rivale não seja tão difícil de “montar” para os pilotos mais baixos.    

Completam a parte ciclística da Rivale 800 dois discos dianteiros de 320 mm de diâmetro, com pinças de quatro pistões e fixação radial da marca Brembo. Na traseira, disco simples de 220 mm de diâmetro, com cáliper de dois pistões. E finalizando o conjunto, as belas rodas de liga leve de 17 polegadas estão calçadas com pneus Pirelli Scorpion Trail, nas medidas 120/70 (dianteira) e 180/55 (traseira).

MOTOR E ELETRÔNICA EMBARCADA
Não é apenas no visual que a MV Agusta Rivale 800 surpreende. Seu motor de três cilindros em linha, 798 cm³ de capacidade, 12 válvulas e DOHC tem um desempenho impressionante: produz 125 cv de potência máxima a incríveis 12.000 rpm e 8,6 kgf.m de torque máximo a 8.600 giros.

Embora não sejam números superlativos, a forma com que são entregues é capaz de estampar um sorriso no rosto dos motociclistas que buscam uma moto para acelerar pra valer. O sistema de alimentação do tricilíndrico é completamente novo e está entre os melhores já feitos pela fábrica de Varese. Dotado de um acelerador eletrônico, parece não haver buracos de aceleração e há bastante torque disponível já a partir de 4.000 giros – o suficiente para tirar a roda dianteira do chão com facilidade seja em primeira, segunda ou até mesmo em terceira marcha. O câmbio de seis velocidades conta com assistência do quick-shift, que permite subir marchas sem o auxílio da embreagem. 

A Rivale traz também a tecnologia MVICS (Motor & Vehicle Integrated Control System), que integra três configurações dos mapas de gerenciamento do motor com resposta do acelerador, controle de tração e freios ABS. Além de completo, o sistema ainda é mais fácil de configurar do que em outros modelos da MV. Cada um dos modos de pilotagem – Normal, Rain, Sport e há ainda um customizável – ajusta a resposta do acelerador e também o nível do controle de tração.

O modo Rain, por exemplo, faz com que o controle de tração mude para o nível “8”, o máximo, e evite derrapadas da roda traseira no piso molhado. Acredite em mim, com o comportamento esportivo do motor você vai precisar dele na chuva.

PILOTAGEM RADICAL
Com uma ciclística excelente, um motor potente e um design pra lá de radical, só podíamos esperar que a Rivale 800 fosse bastante divertida de pilotar. E com razão. Esse propulsor de três cilindros da MV Agusta parece não ter fim. Cresce de giros de forma assustadora e emite um ronco, que parece mais um uivo nervoso. Daqueles que dá vontade de tirar a mão e enrolar o cabo novamente só para escutá-lo mais uma vez.

Mas convém dosar o ímpeto no acelerador: empinadas são frequentes e é preciso agarrar-se ao guidão. Em conjunto com o quick-shift, acelerar e subir marchas são tarefas fáceis que podem levar a Rivale rapidamente a 200 km/h – a MV Agusta declara 245 km/h como velocidade máxima.

O desempenho do conjunto ciclístico para atacar curvas é impecável. O trem dianteiro transmite confiança suficiente para aplicar o contra-esterço no largo guidão e contornar até mesmo cotovelos mais fechados. E com a vantagem do bom curso das suspensões que absorvem as imperfeições do piso sem desestabilizar o conjunto.

Em uma estrada sinuosa, a diversão é garantida. De uma curva a outra é possível vivenciar o que há de mais prazeroso em pilotar uma moto: aceleração impressionante, depois uma frenagem eficaz e controlável e era só deitar para contornar a curva com um prazeroso ângulo de inclinação.

PELA DIVERSÃO
Como o chefe de design, o inglês Adrian Morton, ressaltou à época de seu lançamento no exterior, a Rivale 800 não é uma moto para todo mundo. “Não foi um pedido do marketing ou para agradar um determinado perfil de consumidor. Na MV Agusta, ainda podemos fazer um rascunho e produzir algo exclusivo. A Rivale não é uma moto prática. Ela foi feita para se divertir”.

Depois de rodar algumas centenas de quilômetros com a Rivale 800 não posso concordar mais com a afirmação de quem a criou. Afinal, não há espaço para bagagem; o banco da garupa não é dos mais confortáveis; a proteção aerodinâmica é praticamente nula, ainda mais nas velocidades que a Rivale pode atingir; e seu tanque de 12,9 litros de capacidade proporciona uma autonomia média de apenas 188 km – o consumo variou entre 13 e 15 km/l. Até mesmo seu preço de R$ 56.900 é elevado em comparação a Ducati Hypermotard, que tem a mesma proposta e é vendida a R$ 44.900.

Mas, na estrada adequada e com um piloto disposto, a MV Agusta Rivale é capaz de ser realmente um “brinquedão”, cheio de estilo e exclusivo. A grande maioria dos motociclistas sentiria-se melhor em uma moto mais versátil e prática. Mas certamente menos divertida de pilotar.

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