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Honda SH 300i é classe executiva dos scooters

Modelo tem bom desempenho, é moderno e seguro; preço: R$ 23.590

Texto: Agência INFOMOTO | Foto: Renato Durães/Infomoto 28/03/2016
 
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O novo scooter Honda SH 300i chega neste mês às lojas com design elegante, rodas de liga-leve de 16 polegadas, freios ABS e sistema “Smart-Key” como argumentos para atrair um público classe A, usuário de automóvel. Originário da Europa, o “classudo” scooter chegou ao Brasil por um preço bastante elevado: R$ 23.590. Só como comparação, o outro modelo de 300cc à venda no mercado brasileiro, o Dafra Citycom S, reformulado para 2016, é vendido por R$ 18.490.

A dúvida da maioria dos consumidores é se o SH 300i vale tudo isso mesmo? Ou seja, vale a pena desembolsar esse valor – próximo a algumas motos de 500cc da própria Honda – por um scooter?  

Acostume-se à modernidade

Quem vê o SH 300i de perto pela primeira vez se impressiona: seu porte é avantajado e ele parece maior do que em fotos. Impressão reforçada pelo enorme para-brisa de série, mas que pode ser removido. Alguns itens cromados, o farol e a lanterna de LED, assim como o bom acabamento, evidenciado pelo rebaixo para o encaixe do emblema “SH 300i” na lateral, chamam a atenção. Estacionado sobre o cavalete central e com as rodas de liga-leve com pneus sem câmara, o scooter é diferenciado.

Tão diferente que ao tentar dar a primeira partida, levei uns bons minutos. No lugar da chave de ignição, há um botão que, com a proximidade da “Smart Key”, é iluminado por uma luz azul e liberado. Além de liberar a partida, as outras três posições permitem abrir o banco, o porta-objetos no escudo frontal ou ainda travar o guidão.

Na hora de subir no SH 300i e montar no alto banco (805 mm do solo), “trombei” com o capacete fechado no grande para-brisa. Essas trapalhadas me lembraram a minha primeira viagem de avião na classe executiva, quando gastei um bom tempo tentando entender como funcionava aquele enorme controle do assento – e outro tanto para descobrir como colocá-lo na posição vertical para a decolagem. Da mesma forma, após certa prática com o SH 300i entendi que precisaria virar o guidão para evitar bater o capacete no para-brisa toda vez que fosse subir no scooter.

Confortável e silencioso

Quando enfim consegui colocar o novo scooter para rodar, a resposta do motor monocilíndrico de 279,1 cm³ com refrigeração líquida impressiona. A aceleração é vigorosa e o mais surpreendente, para mim, foi o baixo nível de ruído do conjunto motriz (motor e câmbio CVT). Com bom torque de 2,59 kgf.m já a 5.000 rpm, o SH 300i enfrenta subidas íngremes com tranquilidade, sem gritar muito e com vigor.

O banco é confortável e os pés vão bem acomodados na estreita plataforma que não permite passar os pés de um lado para o outro. Apesar disso, a ergonomia do SH 300i é boa: costas eretas, razoável espaço para as pernas e adequada para o uso urbano.

Nas ruas e avenidas, o grande porte do scooter não incomoda. Embora pese 162 kg a seco e tenha 1.438 mm de entre-eixos, o SH 300 é estreito (728 mm) e circula com facilidade entre os carros. O ângulo de esterço é excelente e o ângulo de cáster facilita as mudanças de direção – os largos pneus nas rodas de 16 polegadas (110/70 na dianteira e 130/70 na traseira) deixam o scooter um pouco lento na entrada de curvas e zigue-zague, mas compensam na absorção de impactos.

De fato, a roda maior do que o Honda PCX (14 polegadas) e o bom curso das suspensões enfrentam com mais facilidade nossas ruas esburacadas. Esse, aliás, era um questionamento comum sobre a novidade da Honda. Os freios com sistema ABS de série são outro ponto que merecem destaque: eficientes e seguros em situações de emergência ou até mesmo em piso molhado.

Outra pergunta que me fizeram durante uma semana de avaliação com o novo SH 300i foi sobre o para-brisa: “ele deforma a visão?”. A não ser por uma pequena ondulação vista nas extremidades, o grande para-brisa não atrapalha o campo visual. E ainda oferece boa proteção contra a garoa e até mesmo chuva. Mas confesso que é necessário algumas voltas até se acostumar com ele.

Consumo e praticidade

Se o desempenho e a ciclística do SH 300i são superiores aos scooters menores, como o PCX 150 e o Lead 110 da própria Honda, o mesmo não se pode dizer da praticidade e da capacidade de carga. Para colocar um capacete fechado no espaço sob o banco é preciso certa “manha” e uma mochila maior não cabe ali – senti falta também de uma trava que segurasse o banco aberto, como há no PCX.

Como a plataforma é estreita, é possível levar apenas uma sacola pequena pendurada no gancho do escudo frontal. Outro inconveniente fica por conta de ter de abrir o banco para abastecer, já que o bocal fica na traseira. O tanque tem capacidade para bons 9,1 litros.

O completo painel – com velocímetro, nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento de leitura analógica – tem também um pequeno visor digital com hodômetros, relógio e consumo médio que indicava 25,7 km/l. Mas na hora de abastecer, 7,5 litros foram utilizados para percorrer 217 km: média de 28,9 km/l. Bom número para um motor de 300cc com quase 25 cavalos e câmbio CVT – conjunto que geralmente tem fama de “beberrão”.

Mas vale a pena?

Recentemente reformulado na Europa, onde é sucesso de vendas, o SH 300i é um excelente scooter: bonito, confortável, moderno e seguro. Pode não ser o mais prático da categoria, mas compensa com o bom desempenho do motor e do conjunto ciclístico.

Mas para responder aquela pergunta - vale tudo isso? – recorro à mesma analogia com a classe executiva de um avião. Quem já foi de São Paulo a Paris, há de concordar comigo que a sensação é de que vale cada centavo a mais pela passagem após as 12 horas de viagem. Mesmo que em alguns casos a diferença de preço entre a classe executiva e a econômica seja o dobro, o espaço extra, a poltrona reclinável e até mesmo o menu diferenciado fazem com que você chegue ao seu destino mais disposto e não com aquela sensação de sardinha enlatada após um voo intercontinental.

Pois, essa foi a conclusão que cheguei após rodar com o novo Honda SH 300i: trata-se um scooter excelente, mas que cobra muito por isso.

Vale a pena pagar tanto? Isso vai depender do quanto você tem em sua conta bancária ou do uso que fará do scooter. Se for rodar apenas na cidade e em trajetos mais curtos, o PCX, que custa menos da metade do preço (a partir de R$ 10.814), vai lhe atender muito bem. Mas, caso tenha recebido uma promoção ou um bônus generoso no final de ano para esbanjar, compre o SH 300i e viaje de classe executiva.

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