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15-09-01 | Texto: André N. S. Beisert | Foto: DivulgaçãoVoltar

Honda CBX 250 Twister

com design moderno e novo motor, a nova street da Honda tem desempenho equilibrado para uso urbano, mas modesto na estrada

(15-09-2001) - Embora desempenho esportivo não seja o forte (nem a proposta) da Twister, uma análise genérica do modelo aponta um resultado positivo.

Seu design moderno, que valoriza detalhes, harmoniza o conjunto e agradou com unanimidade a opinião de consumidores com os diversos perfis, desde os moto-boys mais despojados, até proprietários mais requintados, que conduzem máquinas muito mais potentes e sofisticadas.

A posição de pilotar é levemente inclinada, mas não prejudica o conforto e nem as manobras em baixa velocidade. O banco tem dois níveis e a pequena altura do quadro facilita que mesmo condutores de pequeno porte possam apoiar com segurança e facilidade os dois pés no chão.

O pára-lama dianteiro, com perfil aerodinâmico e defletores de ar bem integrados ao tanque de combustível evidenciam o conceito naked, (nua, em inglês), que caracterizam seu design limpo.

Nas laterais, em lugar das tradicionais tampas, há uma peça que se interliga ao suporte dos pedais de apoio do piloto e do garupa, em alumínio.

Os vincos mais acentuados e o motor aparente garantem equilíbrio ao visual, em contra-ponto com os componentes pintados. O enorme escapamento cromado complementa o aspecto esportivo do modelo.


Mas a Twister apresenta mais alguns importantes diferenciais. O cavalete de apoio lateral possui um prático dispositivo elétrico de segurança, que sinaliza, por meio de uma luz no painel, quando está acionado.

O painel, totalmente eletrônico, com velocímetro e tacômetro, reúne as principais informações num display digital: hodômetro total e parcial, indicador do nível de combustível e relógio. Leds indicam o "ponto morto", farol alto, descanso lateral e piscas de sinalização.

O modelo traz ainda enorme, potente e eficiente farol redondo com refletor multifocal, e o conjunto de interruptores é de fácil acesso, incluindo lampejador do farol alto e afogador.
O motor, moderno e dotado de toda a tecnologia Honda, é econômico e apresenta baixo nível de vibrações, mesmo trabalhando na faixa dos 8.000 rpm, quando atinge potência máxima.

Porém, o câmbio de seis marchas adotado no modelo apresenta um escalonamento com um "buraco" de segunda para terceira marcha, que exige acelerações máximas nas trocas ascendentes e reduzidas muito fortes na sequência inversa. O modelo vai melhor na cidade do que na estrada, onde atinge velocidade máxima de cerca de 120/130 km/h.

O sistema de freios da Twister incorpora disco com cáliper de duplo pistão na roda dianteira, que faz falta na traseira, onde atua o tradicional sistema a tambor. A suspensão dianteira tem razoável curso de 130 mm, que oferece boa estabilidade e nível de conforto, mas peca nos buracos mais profundos, comuns nas nossas ruas e estradas.

Na traseira, a suspensão é do tipo mono-amortecida com inédita balança em alumínio, com bom desempenho. As rodas são de liga leve, com atraente design esportivo, aro 17, com pneus sem câmara de perfil baixo, excelentes sobre pisos lisos e secos, mas que exigem cuidado redobrado com os buracos.
Disponível nas cores vermelha, preta e azul metálica, a nova CBX 250 Twister custa R$ 6.280,00, preço bastante razoável, considerando máquinas menos potentes, que tem preços bem apimentados, mas não oferecem o bom nível de desempenho dessa agradável street.Confesso que não foi com grande entusiasmo que testei a nova Honda CBX 250 Twister. Mal acostumado com as top de linha CBR 900RR e CBR 1.100 XX, era impossível esperar desempenho de ponta com esta pequena citadina. Entretanto, mais uma vez, as expectativas acabaram não sendo totalmente cumpridas.

Realmente, seu motor de apenas 249 cm3 e 24 cv não permite um grande desempenho, mas também devemos ter em mente que a vocação desta motocicleta é o uso urbano, situação esta onde ela se encontra plenamente à vontade.

Este pequeno quatro tempos permite grande desenvoltura no pesado trânsito de São Paulo, desde que se abuse do excelente câmbio, de acionamento muito suave e bem escalonado, para manter o motor na rotação de melhor funcionamento (entre 4.000 e 6.500 rpm). Abaixo das 2.000 rpm corre-se o sério risco de o motor "morrer" e até as 3.000 rpm o motor "engasga" se torcermos um pouco mais o cabo do acelerador. Porém, entre 3.000 e 7.500 giros do motor, é só alegria e suavidade, mas a partir desta rotação e até seu limite de pouco mais de 10.000 rpm este monocilíndrico se torna muito áspero, com elevado ruído, vibração e um rendimento pobre. Afinal trata-se de uma motocicleta sem nenhuma pretensão esportiva, que sendo utilizada tranqüilamente se mostra suave e silenciosa.

Infelizmente o mesmo não pode ser dito de suas suspensões, que são realmente muito duras para nossa esburacada São Paulo, o que, no entanto, paga dividendos a sua estabilidade, também auxiliada pelos pneus de perfil esportivo.
A maior surpresa positiva foi o conjunto de freios. O freio dianteiro, com seu disco perfurado, mostrou-se bastante mordaz, permitindo uma frenagem potente e progressiva.

A proposta desta motocicleta é ser uma alternativa com mais estilo e um pouco mais potente que a CBX 200 Strada, mas sem ser muito onerosa. Para tal seu design buscou uma identificação com sua irmã maior, a Honda CB 500. Foram adotadas bonitas rodas de liga-leve e elementos do quadro em cor prateada foram deixados à mostra. Também merece destaque o painel, onde além dos tradicionais velocímetro e conta-giros, surge ao centro um bonito e requintado mostrador de cristal líquido, com o nível de combustível e horário. A carenagem do painel é em plástico cinza, imitando alumínio polido, o que embora seja agradável aos olhos, não aparenta ter grande durabilidade.

Provavelmente o maior público consumidor desta motocicleta será aquele formado pelos entregadores, popularmente conhecidos como "moto-boys", e jovens que buscam um meio de transporte barato, de baixo custo de uso, mas com uma estética e imagem superiores ao das populars CG 125 e CBX 200 Strada. Entre estes a moto fez muito sucesso. Muitas vezes fui abordado em semáforos, quando me perguntavam se a moto era boa, elogiando sua aparência semelhante à CB 500. Para eles, assim como todas as pessoas que circulam nas cidades e não têm grandes pretensões estradeiras (embora algumas curtas viagens não sejam um transtorno), esta é uma opção a se ter em conta.

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