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Meu Carro & Eu

03-11-10 | Texto: Adriana Bernardino Sharada | Foto: Mario Villaescusa/arquivoVoltar

Carros para + ou – dois: Mini Cooper

Dos Beatles a rainha Elizabeth, modelo é opção para se diferenciar

(03-11-10) – A minissaia de Mary Quant, os Beatles e o Mini Cooper. Se a Inglaterra parece ao mundo menos sisuda é graças a essa improvável combinação de pernas, música e motores, ao mesmo tempo e, nos dois últimos casos, ocupando o mesmo espaço: George Harrison, não contente com a revolução estética proposta pelo Mini, desfilou por Liverpool guiando um modelo personalizado com deidades hindus estampadas na lataria. Mas não eram apenas os olhos dos artistas que estavam voltados para o Mini. Até a Rainha Elizabeth II tinha um exemplar prateado na garagem. Como poucos, ele soube – e sabe – seduzir diferentes perfis.

Sofisticação sem prepotência, esportividade sem desconforto, singularidade sem exotismo. O Mini é opção de quem pode desembolsar a partir de R$ 88,5 mil e não tem a obrigação de carregar outros passageiros. O modelo não tem apenas dois lugares, mas responde melhor ao perfil de solteirões ou casais que postergam a chegada dos filhos.

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MINI HISTÓRIA

“Arte significa não destruir nada que se encontra, mas simplesmente não achar nada pronto”. A definição, proposta pelo poeta alemão Rainer Maria Rilke, pode bem sintetizar o processo criativo de Sir Alec Issigonis, projetista do Mini.

Conta-se que Issigonis acordou no meio da noite, pegou um papel e traçou o conceito do carro: rodas minúsculas, de 10 polegadas, e motor transversal. Motor nessa posição, até então, só nos DKW, Gutbrod e Trabant, todos de dois cilindros a dois tempos. As rodas pequenas possibilitaram um ganho de espaço interno sem precedentes. Se é verdade que grandes projetos nascem de duras restrições, o Mini Cooper se encaixa aí também: um compacto de quatro lugares, medindo apenas 3,04 m. Diz-se também que a equipe teve de batalhar por cada milímetro. Em 1959, a obra estava concebida: Mini Classic. Produzido até o ano 2000, o modelo foi substituído pelo Mini Cooper, fabricado em Oxford, Inglaterra.

Esportividade vai, apaixonados vêm, de lá para cá o Cooper ultrapassou o território inglês e conquistou fãs em todo o continente. Em 1994, a marca ganhou novo rumo em sua trajetória ao ser comprada pela BMW. No Brasil, o urbaninho desembarcou oficialmente apenas em 2009.

O MINI É O MÁXIMO

Se, no Brasil, os esportistas e formadores de opinião eram o perfil do comprador do modelo; hoje, entretanto, o público ideal do urbaninho não tem rótulo. “O consumidor do Mini está cada vez mais diversificado, vai de esportistas a pais de família. Há desde os que sabem tudo sobre o carro a aqueles que descobrem aqui as características do modelo. Curioso é ver o efeito do Mini. Todos que entram na loja começam a sorrir tão logo olham para ele”, diz Claudinei da Silva, gerente de vendas da Caltabiano, primeira concessionária a vender o carro no Brasil.

Guilherme Fernandes Leite, 36, administrador de redes, é proprietário e admirador do carro, do tipo que organiza viagens com outros minicooperianos. Pertencente a uma família de restauradores de carros ingleses pequenos, constantemente ele precisa desviar de cinco ou mais Minis na garagem para, enfim, sair com os dele: um Cooper S 2010 personalizado ou um Mini 1980. “Por mais que os anos passem, o Mini, diferente de outros modelos, não perde o charme, não fica ultrapassado”, diz Leite.

As vantagens do modelo, na opinião do administrador, estão em todas as direções. “Por ser pequeno, é fácil de estacionar e perfeito para enfrentar o trânsito. Tem excelente retomada, sensores que indicam se há algum problema – como um pneu furado. Além disso, o Mini é esportivo, despojado e muito cativante. É perfeito para uma ou duas pessoas. O seguro é mais barato que alguns Volkswagen: R$ 2,1 mil”, enumera.

Defeito? Leite diz que está esperando por um. “Até gostaria que acontecesse alguma coisa, pois o carro ainda está na garanta. Mas já rodei 10 mil quilômetros e nada”. Rodrigo Silva, 33, diretor financeiro, também proprietário de um Cooper S, tem a mesma opinião. “O problema não está no carro, mas fora dele, pois tenho dó de rodar com o meu por estas ruas esburacadas. Quanto aos demais itens, são sensacionais, inclusive o espaço interno”.

Apesar da devoção dos admiradores, constam recalls de segurança na história do microcarro: alguns modelos 2002 tiveram um problema no câmbio; outros, 2003, tiveram falha dos parafusos de conexão inferior das colunas de suspensão traseira com o chassi; e em alguns modelos 2004 o sistema de monitoramento de pneu vazio não estava programado corretamente.

6 VEZES MINI

O Mini é vendido no Brasil nas versões: hatch; Cooper S, Cooper Cabrio, S Cabrio, Cooper S Clubman e, recém-lançado no Salão do Automóvel, o Countryman.

Com mais de 160 mil unidades vendidas em todo o mundo, o Mini Cabrio, usado para esta reportagem, ganha um ingrediente a mais: cabelos ao vento estimulados pelo teto conversível e pelo motor 1.6-litros 16V, de 4 cilindros, aspirado, e aceleração de 0 a 100 km em 9.8 segundos.

É possível abrir ou fechar o teto flexível a uma velocidade de até 30 km/h. Para medir o tempo viajando com a capota abaixada, opcional recurso "Always-Open Timer". Os encostos dos assentos traseiros podem ser dobrados individualmente. Há duas posições para a fixação da cobertura do porta-malas, que tem capacidade de 125 litros com o teto recolhido, 170 litros com o teto fechado e 660 litros com os encostos dos assentos traseiros dobrados.

São de série: espelhos retrovisores externos rebatíveis, botão de partida Start/Stop, volante com teclas multifunções com controle de cruzeiro, conta-giros com velocímetro digital e indicador da temperatura exterior, banco com ajuste manual de altura dos bancos dianteiros, capota de lona com acionamento elétrico, airbags para motorista e passageiro frontal, airbags laterais e dianteiros, controle dinâmico de estabilidade (DSC), controle dinâmico de tração (DTC), controle do bloqueio eletrônico do diferencial (EDLC), sensor de chuva, acendimento automático de faróis e espelho interno antiofuscante, indicador de anomalia dos pneus, faróis bi-xenon com lavagem etc.

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