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Renault quer lançar três modelos inéditos
no Brasil até o fim do ano

Sandero RS, Captur e Duster Oroch estão nos planos da montadora, que foca em volume

Texto: Lukas Kenji | Foto: Divulgação 02/04/2015
 
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O objetivo da Renault para o Brasil em 2015 é crescer mais do que o mercado total, conforme afirmou o recém-promovido a presidente da marca para a América Latina, Olivier Murguet. O executivo sabe que a tarefa não será fácil e estipula queda de 15% em relação ao ano passado. Em contrapartida, crê que a entrada da empresa em novos segmentos pode ser a solução para tem êxito no planejamento anual.

A aposta é corroborada pelo diretor de marketing da Renault Brasil, Bruno Hohmann. “Olhando a tabela de preços do Duster (entre R$ 63 mil e 78 mil), a gente observa que existe espaço para um SUV maior que ele em nossa gama”, afirmou o executivo durante a apresentação da linha 2016 do modelo. Isto é, a marca projeta para este ano o lançamento do Captur, utilitário que esteve muito próximo de ser mostrado no último Salão do Automóvel, mas que não foi trazido de última hora.

Hohmann praticamente descartou os rumores de o Koleos, outro modelo de SUV grande vendido na Europa. Ele divide plataforma com o Nissan Qashqai e deu a entender que a aliança entre a fabricante japonesa e a Renault não pretende inaugurar esta nova linha no País, por enquanto.

O produto mais próximo de ser lançado por aqui, entretanto, é o Sandero RS. Apesar da carroceria com base no sedã compacto, o hatch terá motorização que o dá status de um esportivo genuíno. Portanto, esqueça os simples apliques tradicionais das versões GT Line. A Renault ainda não confirmou os números do trem-de-força do modelo, mas praticamente cravou sua vinda para o segundo semestre.

Além da categoria de hatch esportivo e SUV médio, a Renault também tentará fazer volume no segmento das picapes médias. Ou seja, o conceito Duster Oroch, apresentado no Salão de São Paulo de outubro de 2014, será uma realidade. Hohmann já fala até sobre o nome do veículo. “Eu gosto do nome Oroch e gostaria muito que o nome Duster realmente esteja no modelo”, disse.

A estimativa é que o veículo seja oferecido ainda este ano. Sendo assim, a montadora entrará em uma categoria originária dos comerciais leves, na qual a Renault tem know-how e que tem grande parcela de suas vendas destinadas a frotistas – esse tipo de cliente compra carros de baciada.

DUSTER MOSTRA SUAS ARMAS

O diretor de marketing ainda falou sobre as estratégias de venda do Duster perante o bombardeio sofrido com o lançamento de Honda HR-V e Jeep Renegade. Hohmann disse que o foco será atacar o cliente que quer ter seu primeiro SUV, além dos que financiarão o veículo centavo a centavo. “Iremos focar na parcela e não no valor cheio. Vamos fazer negócio que ofereça parcela até a R$ 990”, detalhou.

As versões 1.6 devem corresponder a 75% do mix de vendas. Porém, haverá foco ainda na venda da configuração topo de linha 2.0 4x4. “Só nós oferecemos um produto com capacidade off-road nesta faixa de preço (R$ 78.990). O Renegade com motor a diesel, por exemplo, custa R$ 99.990”, comparou.

Em suma, o Duster quer manter a participação de mercado atual, na casa de 35% a 38%.

Lukas Kenji

Lukas Kenji
Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.   

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