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Mitsubishi Pajero Full

4ª geração chega ao Brasil mais barata e com nova versão

Texto: Luís Felipe Figueiredo | Foto: André e Claudio Larangeira/Divulgação 26/04/2007
 
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(26-04-2007) - Um dos utilitários esporte (SUVs) mais famosos e renomados do mundo, o Mitsubishi Pajero Full chega aos 25 anos de idade com sua 4ª geração – a primeira foi lançada em 1982 – lançada agora no Brasil. Apresentada em salões na Europa (já no começo de dezembro estava no salão de Bolonha, Itália), foi renovada em 75%, comparada à anterior, de 1999. A terceira geração é de 1991.

Somadas as versões Full e Sport, o modelo ocupa a segunda posição entre os SUVs mais vendidos no mercado nacional. Foram 3.737 unidades até a primeira quinzena de abril, atrás apenas do Ford EcoSport.

Para a linha 2008, além das mudanças físicas todas houve alterações na oferta de produto. São duas versões de carroceria: 4 portas, que responde por 95% das vendas, e 2 portas, com os 5% restantes. E duas opções de acabamento, HPE, mais sofisticada, e GLS, “de entrada”. A novidade é a oferta da GLS também para o motor a gasolina, versão 4 portas, por R$ 156.990,00. A versão mais cara é a 4 portas a diesel, que sai por R$ 184.990,00 (antes custava R$ 10 mil a mais).

Este é o 1º projeto da Mitsubishi após a dissolução da parceria com a DaimlerChrysler, que detinha 35% da empresa. Sua renovação foi quase completa, abordando desenho, interior, estrutura e motores.

Por fora, toda a dianteira é nova, com conjunto ótico que colabora para melhor iluminação – e que faz lembrar o concorrente Nissan Pathfinder. Na traseira, além do novo visual, o estepe foi posicionado para baixo e ao centro, melhorando a visibilidade.

Em seu interior, as mudanças aconteceram no quadro de instrumentos, com iluminação em azul, desenho do painel (nova seção central com o computador de bordo, bússola e informações do rádio, agora para 6 discos com leitor de MP3), volante de aro menor e ar-condicionado com comando traseiro independente e saídas no teto – apenas para as versões HPE 4 portas. Também os bancos têm novo desenho e revestimento em couro com aquecimento (versões HPE), há controlador de velocidade e sensores de auxílio ao estacionamento.

Houve melhorias no isolamento acústico, aprimorado em 30% sobre a versão anterior, segundo a Mitsubishi. Mudança de valor, considerando que mais da metade (60%) dos modelos Pajero Full vendidos são equipado com motor a diesel, naturalmente mais ruidosos do que os a gasolina. Com o lançamento da versão GLS a gasolina a expectativa da marca é que a divisão com as versões a diesel se equilibre em 50/50%.

Em estrutura houve mudanças no monobloco, que permitiram aumento de aproximadamente 15% na rigidez torcional. O capô agora é de alumínio, diminuindo peso e ruído – e também ajudando na absorção de impacto no caso de um atropelamento. O motor foi deslocado para trás e para baixo, de forma a melhorar o centro de gravidade do modelo e a distribuição de peso sobre os eixos. De acordo com a Mitsubishi, o Pajero Full 2008 apresenta 25% menos de rolagem da carroceria (inclinação em curvas) sobre a versão anterior. Outra alteração a ser valorizada, pois esse comportamento é dos mais marcantes e desagradáveis em utilitários esporte.

Entre as alterações mecânicas e de controle do veículo, foi melhorado o sistema AWC (All Wheel Control, ou controle das quatro rodas), que integra controles de tração e estabilidade, o trabalho da suspensão independente das quatro rodas – por braços triangulares superpostos na dianteira e multibraço na traseira –, câmbio e sistema de freios com ABS, distribuição eletrônica das forças de frenagem e auxílio à frenagem de emergência.

Destaca-se a evidente capacidade do Mitsubishi Pajero Full em superar obstáculos, graças a essa eletrônica aplicada – ainda que esteja equipado com pneus de uso misto, como os Bridgestone 265/65 R17 do carro avaliado. Trata-se de um carro de muitos recursos e, mesmo não trazendo a parafernália eletrônica do Land Rover Discovery, é capaz de enfrentar os piores (ou melhores, depende do ponto de vista) desafios. Isso vem da experiência adquirida pela fábrica nos seus 25 anos de Rali Dakar, em que conquistou 12 vitórias – a última este ano, com o francês Stephane Peterhansel, que esteve no Brasil acompanhando o lançamento.

O motor a diesel permanece inalterado. É um 4-cilindros de 3,2 litros de cilindrada, com injeção direta de combustível por galeria única, 165 cv a 3.500 rpm e torque máximo de 38,1 kgfm a 2.000 rpm. Não chega a ser brilhante, vibra e é mais ruidoso do que os concorrentes (especialmente o bom 2,5-litros do Pathfinder), mas dá conta do recado.

Destaque para o novo V6 de 3,8 litros a gasolina. Totalmente renovado, teve a potência aumentada para 250 cv (antes, 218 cv) a 6.000 rpm, graças à adoção do sistema MIVEC de variação de tempo e abertura das válvulas de admissão. É basicamente o mesmo motor utilizado pela Mitsubishi no Rali Dakar – lá, tem 4 litros e chega a 280 cv. Seu torque máximo é de 33,6 kgfm e surge a apenas 2.750 rpm.

O câmbio é automático (única opção no Brasil) de 5 marchas, com acionamento seqüencial. Neste modo, permite que se estique as marchas até o limite de giro, em que há corte de injeção, sem intervenção. A tração é traseira, com três opções: 4x4, para pisos escorregadios (nessa condição, a tração é distribuída em 67% para a frente e 33% para a traseira); 4x4 com diferencial bloqueado, em que a tração divide-se 50/50%; e 4x4 com reduzida. Nesta opção, destinada apenas a uso severo, desliga-se automaticamente o controle de tração. Ainda bem, pois esse recurso pode mais atrapalhar do que ajudar em determinadas situações – intervém cortando a injeção (“matando” o motor) até que a roda pare de patinar. Durante a avaliação no trecho de piso de terra, numa curva em subida, detectou perda de tração na roda traseira esquerda: acelerado a pleno, não ganhava giro até que a tração voltasse ao normal. Por pouco o carro não parou na subida, situação pouco agradável.

Também no modo de tração reduzida entra em ação o sistema de controle de descidas. Em declives acentuados, dispensa uso de freio, fazendo todo o controle de tração eletronicamente e mantendo o carro na mão.

Com apenas três opções de cores, suas vendas começam no início de maio. A Mitsubishi pretende melhorar em 12% o volume atual – o que deve conseguir com a oferta da versão GLS para o motor a gasolina.Mitsubishi Pajero

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