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Mercedes-Benz CLC 200 K se dá bem na cidade e na estrada

Fabricado em Juiz de Fora, hatch mira em solteiros e casais jovens com filhos pequenos

Texto: Gustavo H. Ruffo | Foto: Divulgação 17/07/2009
 
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(17-07-09) - A oferta de automóveis no Brasil, cada vez maior, beneficia diversos tipos de público, menos o de menor poder aquisitivo, que ainda tem de pagar muito mais por um automóvel do que pessoas de países vizinhos, como estamos mostrando com a série especial “Lá Fora”. Quem tem mais poder aquisitivo, ainda que também seja afetado pelo problema, não precisa adiar ou mesmo desistir da compra de seu veículo. Foi de olho neste público que a Mercedes-Benz apresentou o Mercedes-Benz CLC 200 K, veículo que ela produz em Juiz de Fora para o mundo todo. E ela acertou a mão na escolha. O CLC atende a diversos públicos por um preço que, diante do dos outros veículos da marca, é uma pechincha: R$ 128.647.

É certo que, dentre os veículos da marca, o mais barato é o Classe B em sua versão B 170, que sai por R$ 99.807, mas ele não tem tração traseira, como os modelos tradicionais da marca, o que tira parte de seu apelo. Dos Mercedes-Benz “de raiz”, com tração traseira, o CLC é o mais barato. O Classe C mais em conta, o C 200 K, começa em R$ 146.248.

Isso pode parecer um consolo, mas não é quando se sabe quanto o CLC custa na Alemanha. Por lá, o CLC 200 K sai por 30.017,75 euros, o que dá, ao câmbio de hoje, exatos R$ 82.034,61. São R$ 40 mil a mais do que um europeu paga pelo carro, sem contar que, por lá, também há a opção de versões mais baratas, como o CLC 160 BlueEFFICIENCY, vendido por 26.745,25 euros, ou R$ 73.091,29. Também fabricada no Brasil, essa versão, segundo a Mercedes-Benz, não teria por aqui um preço que justificasse sua venda. Paciência...

Para quem tem a possibilidade de considerar um carro de cerca de R$ 130 mil, o Classe CLC deve interessar mais aos solteiros, aos casais jovens e àqueles que têm filhos pequenos. Isso porque o hatch tem apenas duas portas. Ainda que a operação dos bancos seja muito fácil (eles deslizam inteiramente para a frente e voltam à posição inicial sem desregular), o acesso só é tranqüilo para crianças pequenas. Idosos ou pessoas mais altas têm dificuldade para se acomodar no banco traseiro.

Uma vez instalados no banco traseiro, que só acomoda duas pessoas, os passageiros com estatura mais avantajada também vão reclamar do teto baixo do hatch na traseira. A linha do teto, aliás, faz com que a Mercedes-Benz chame o hatch de cupê, o que seria mais exato se ele fosse um veículo três volumes, com porta-malas saliente. Não é o caso, mas as linhas do CLC são realmente esportivas.

Por dentro, como já apontamos na avaliação anterior do CLC, em sua apresentação oficial, faltam ao carro as regulagens elétricas a que o dono de um veículo nessa faixa de preço está acostumado. Há regulagens diversas, como do volante, em altura e distância, e dos bancos, que podem ficar bem rentes ao chão, como em modelos mais esportivos, mas todas são manuais.

Ao volante

Apesar de sua proposta esportiva, o CLC só é vendido no Brasil com câmbio automático de cinco velocidades. Na Alemanha, ele também pode ser comprado com câmbio manual de seis velocidades, que pode ser mais interessante para os que procuram um veículo com comportamento mais agressivo.

Seja como for, o câmbio de cinco marchas do CLC responde muito bem a todos os comandos do motorista. Nem é preciso utilizar o recurso de trocas manuais de marchas que a transmissão oferece. Basta um pisão no acelerador para acionar o kick-down e reduzir as marchas com relativa rapidez. Ela não se compara à dos câmbios 7G-Tronic, de sete marchas, que equipam os veículos mais caros da marca, mas faz bonito diante dos modelos brasileiros e se sai melhor que os Volkswagen com câmbio automático de seis marchas. Por incrível que pareça, ele é mais ágil.

Segundo a Mercedes-Benz, o CLC atinge até 231 km/h e vai de 0 a 100 km/h em 8,7 s. São número mais do que suficientes para andar com tranqüilidade tanto na estrada quanto na cidade, ambiente que exige mais agilidade que velocidade final.

Compacto, o CLC se dá muito bem em centros urbanos. Cabe em qualquer vaga de estacionamento, mas sofre um pouco nas estreitas demais, por causa das portas grandes. Apesar de baixo, ele não raspa muito em valetas e lombadas, ainda que não compense tentar passar mais rápido sobre esses obstáculos, sob pena de descobrir o limite de modo desagradável.

O porta-malas, de 310 l, é menor que o do Sandero, mas prático o suficiente para carregar compras do mês ou as malas da viagem de férias desde que não seja para a praia. Cadeiras, bolas, esteiras e outros apetrechos praianos não vão encontrar muito espaço no compartimento.

Falando em praia, é a caminho dela, ou seja, na estrada, que o CLC mostra a que veio. Isso, logicamente, para aqueles que não têm a sorte de morar no litoral. De todo modo, quem vive perto da praia também viaja, inclusive para fugir das multidões que invadem seu espaço nas temporadas.

A suspensão firme, o câmbio correto, a direção precisa e o motor bem disposto tornam o CLC uma delícia de dirigir, especialmente em estradas livres, sinuosas e com asfalto em bom estado. A 90 km/h ele chega a ser chato de guiar, de tanta segurança que transmite ao motorista. A 120 km/h, máxima permitida em rodovias brasileiras, ele mostra que tem motor para ir muito mais além, algo só permitido na Alemanha e em alguns outros países com pistas sem limite de velocidade.

A condição de carro com tração traseira mais barato do mercado deve se encerrar em breve. A BMW planeja vender no Brasil a versão 118i do Série 1, que chegaria ao mercado por R$ 95 mil. Ele é menos potente (tem 143 cv), mas, fora isso, ambos são hatchbacks (com vantagem de acesso para o BMW, que tem quatro portas, e de espaço para o CLC, que tem porta-malas e entreeixos maior). Sendo tão mais barato, pode tirar compradores potenciais do CLC. Afinal, não é porque alguém tem alto poder aquisitivo que vai deixar de querer economizar e ainda dirigir em grande estilo.
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FICHA TÉCNICA – Mercedes-Benz CLC 200 Kompressor

MOTORQuatro tempo, quatro cilindros em linha, longitudinal, refrigeração a água, quatro válvulas por cilindro, com compressor mecânico, movido a gasolina, 1.796 cm³
POTÊNCIA184 cv a 5.500 rpm
TORQUE 250 Nm de 2.800 rpm a 5.000 rpm
CÂMBIOAutomático de cinco velocidades
TRAÇÃO Traseira
DIREÇÃO Por pinhão e cremalheira; hidráulica
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 19”, de liga-leve
PNEUS Dianteiros 225/45 R17 e traseiros 245/40 R17
COMPRIMENTO 4,45 m
ALTURA 1,41 m
LARGURA 1,73 m
ENTREEIXOS 2,72 m
PORTA-MALAS 310 l
PESO (em ordem de marcha)1.480 kg
TANQUE62 l
SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira independente, multilink
FREIOS Discos ventilados nas rodas dianteiras e sólidos nas traseiras com ABS, ASR, Brake Assist e ESP
PREÇOR$ 128.647


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