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JAC T5 tem qualidades para ser considerado

SUV se destaca pelos itens de série e bom espaço interno; peca no câmbio manual

Texto: Marcelo Monegato | Foto: Divulgação 26/02/2016
 
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(São Paulo/SP) O que fazer para não cair no esquecimento do consumidor brasileiro em um dos piores momentos da indústria automobilística do País? Sem muitas alternativas, a escolha da JAC Motors foi simples: trazer o modelo de maior sucesso da marca na China. Estamos falando do T5, utilitário esportivo compacto que desembarca com preço inicial de R$ 59.990 (Pack 1).

Esta versão de entrada, no entanto, deve estar à disposição em um segundo momento, assim como a intermediária, que parte de R$ 64.990 (Pack 2). No primeiro lote de 500 unidades importadas da China, e que já está disponível nas concessionárias da marca, apenas a opção top de R$ 69.990 (Pack 3) está disponível.

Todas são equipadas com motor 1.5 16V VVT  bicombustível de até 127 cv de potência máxima e torque de 15,7 kgf.m de torque - quando abastecido com etanol -, e transmissão manual de seis marchas. A tração é dianteira. Em termos de desempenho, de acordo com medições da JAC, a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 10,8 segundos e a velocidade máxima é de 194 km/h. Já os índices de consumo são nota A no Programa de Etiquetagem do INMETRO: 6,80 km/l na cidade e 9,63 km/l na estrada (etanol) ou 8,18 km/l e 12,2 km/l (gasolina).

A opção com transmissão CVT desembarca no final de ano, apesar de algumas informações darem conta de que entre agosto e setembro esta versão já estará entre nós por um valor de aproximadamente R$ 72.000.

De acordo com Sérgio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil, o T5 “será responsável por mais da metade das minhas vendas no ano que vem”. O modelo, aliás, será o primeiro a ser produzido na fábrica da marca em Camaçari, na Bahia. Por conta da crise, o executivo revelou que a intenção de iniciar a produção de um veículo compacto foi abandonada. O T5 será feiro em sistema CKD e a configuração apenas com câmbio automático, pelo menos no começo. As primeiras unidades feitas no Brasil serão comercializadas no primeiro trimestre de 2017, segundo Habib.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

O JAC T5, chamado de S3 na China, não é uma novidade para você, leitor da WebMotors. Em abril do ano passado, trouxemos uma avaliação do modelo, durante visita à fábrica da JAC em Hefei, na China. Naquela oportunidade, o modelo chamou a atenção positivamente, apesar de apresentar características que fugiam muito do gosto do consumidor brasileiro, como nível de ruído muito acima do normal, escalonamento das marchas e até mesmo nível de equipamentos de série.

Bom, de cara é possível cravar: o T5 brasileiro é melhor que o chinês.

O visual segue as linhas do modelo testado há quase um ano. O que é bom. O JAC tende a escapar das linhas insossas dos carros chineses. Também não chega a ser um assombro de sensualidade e beleza.

Por dentro o acabamento surpreende positivamente. Apesar do plástico duro sobre o painel e na parte superior das portas (poderia ser materiais emborrachados), os bancos são revestidos em couro, assim como o volante e o painel das portas. As peças estão bem encaixadas e não apresentam rebarbas.

Impressiona também o espaço interno. Um dos melhores da categoria, sem sombra de duvidas. São 4,32 metros de comprimento e 2,56 metros de distância entre os eixos. Cinco pessoas de estatura acima da média passeiam tranquilamente – lembrando que há três encostos de cabeça no banco traseiro, assim como cinto de segurança de três pontos para motorista e passageiros. Para completar, o porta-malas tem capacidade para excelentes 600 litros.

Rodando também é bom. Poderia ser melhor, é verdade, mas fica longe de decepcionar. Apesar da litragem não ser um assombro, o motor 1.5 entrega saída interessantes e retomadas longe da morosidade total, mesmo para um conjunto que pesa 1.210 quilos. Na subida do litoral para o ABC Paulista pela Rodovia dos Imigrantes, com três ocupantes e o ar-condicionado digital trabalhando pesado, rodamos constantemente em 5ª marcha – em certas horas, é verdade, tivemos que chamar uma quartinha. Problema que não existirá com a caixa CVT. A 6ª macha funciona como um overdrive - quando a 120 km/h, o conta-giros trabalha suave um pouco acima dos 2.500 giros.

Os engates são bons. E o barulho característico – e extremamente irritante - das transmissões de carros chineses foi bastante reduzido. O barulho no habitáculo também é bem menor. A JAC fez um excelente trabalho no revestimento acústico, e em nada lembra o modelo asiático.

 A suspensão tem comportamento exemplar. Independente (McPherson) na dianteira e semi-independente (eixo de torção) na traseira, a carroceria do T5 oscila muito pouco em curvas ou frenagens mais fortes. A batida em buracos mais profundos, não raros nas ruas de São Paulo, é seca, mas não chega a provocar o desconforto.

Com ajustes de altura do banco, é possível encontrar uma posição elevada ao volante, típica de um SUV compacto. O volante é multifuncional e a central multimídia tem tela sensível ao toque de tem 8 polegadas, e tem tecnologia de espelhamento Mirror Link – compatível com plataforma android e apple.

Completando a lista de equipamentos de série estão direção com assistência elétrica, câmera de ré, bancos revestidos em couro, rodas de liga leve de 16 polegadas, controles de tração e estabilidade, auxiliar de partida em rampa, ABS (antitravamento dos freios) e EBD, e faróis de neblina.

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Marcelo Monegato

Marcelo Monegato
Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas...  

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