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Fiat Palio 1.0 ELX bebe pouco e anda igual

Economia, mesmo com álcool, é o forte do novo modelo da Fiat

Texto: Gustavo H. Ruffo | Foto: Gustavo H. Ruffo e divulgação 27/07/2007
 
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(27-07-07) - Em sua propaganda de lançamento, o Novo Palio tentou reforçar a idéia de que toda a emoção pode ser encontrada nele. A associação é sempre com emoções fortes, como a prática de esportes radicais. Isso é o que a fabricante espera que o consumidor sinta ao volante da versão 1.8R, mas o que dizer do modelo 1.0 ELX, quais são as emoções que ele transmite?

A primeira, comum a todas as versões, diz respeito ao desenho do modelo. Pelo fato de o Palio ser o carro-chefe da Fiat, pode-se dizer que a empresa arriscou ao alterá-lo. A nova aparência não é, de modo nenhum, unânime nem quanto ao acerto nem quanto ao erro, mas muitos colocam o carro ao lado de Mille e Palio Weekend como mais um exemplo de que o departamento de design da marca pode estar exagerando.

Se a dianteira remete aos novos Audi, a traseira do Palio lembra muito a do Daihatsu Charade. Os vincos, por toda a carroceria, especialmente na lateral, farão a delícia dos funileiros que precisarem ganhar mais algum no final do mês e atrapalharão um bocado os martelinhos de ouro, que devem ter dificuldades em reparar superfícies tão angulosas.

A segunda, já dentro do carro, será a satisfação com o acabamento, apesar de uma ou outra peça plástica desalinhada, o que, infelizmente, é comum até nos concorrentes nesta mesma faixa de preço. Com painéis de porta revestidos de tecido e plásticos com textura, a impressão é que uma cabine de carro de categoria superior, não fosse o entreeixos que denuncia o espaço interno reduzido.

Achar a melhor posição de dirigir é fácil, com a regulagem de altura do volante. O mundo ideal seria haver também regulagem de altura do banco e de distância da coluna de direção, mas o mundo ideal também costuma custar mais caro.

Aí, falando de preço, é que vem a terceira emoção diante do Palio 1.0 ELX: espanto. O modelo pelado (que só traz de extraordinário faróis de neblina e um excelente computador de bordo) começa nos R$ 29,16 mil. Isso na versão de duas portas. Se ele vier equipado com tudo que a versão avaliada trazia, ou seja, pintura metálica, toca-CD com MP3, ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos, fechamento automático das portas e rodas de liga-leve, o preço pula para R$ 38,07 mil.

Um Renault Logan Privilège, com motor 1,6-litro, porta-malas de 500 l e os mesmos itens de conforto, sai por R$ 36,79 mil. E traz quatro portas, algo que, se o Palio também oferecer, eleva seu preço para R$ 39,65 mil.

Em movimento

Com o carro andando, o que se nota é um bom nível de silêncio interno, com o desempenho que se pode esperar de um motor de 1-litro. Mesmo assim, não dá para negar que o motor Fire fez ao Palio muito bem desde que foi adotado. Apesar de não ser novidade, este motor gira com gosto e compensa em parte a própria falta de potência com bastante disposição em responder.

A resposta, é lógico, não é de animar nenhum apaixonado por desempenho, mas traz suas recompensas na hora de abastecer. Com álcool, o Palio pode chegar a 10 km/l na cidade, dependendo do pé, e na estrada ele surpreende. Gasta muito pouco. Em determinados trechos, ele chega a fazer 18 km/l, com gasolina.

Por privilegiar o conforto, o Palio pode dar a impressão de ser instável, mas não é. Nas curvas ele tomba mais do que seria desejável, mas se mantém firme na trajetória.

Motivo de queixa freqüente nos primeiros Fiat, o câmbio atualmente é muito suave, mas fica devendo em precisão dos engates, talvez justamente por conta da maciez que a marca italiana teve de provar que consegue oferecer.

Em termos de espaço interno, ele é compatível com o dos concorrentes, sendo até um pouquinho melhor, por conta da altura do Palio, mas nada que o coloque em vantagem exagerada. É um carro que, entre os de seu segmento, proporciona o conforto que se pode esperar. Nem mais nem menos.

FICHA TÉCNICA – Fiat Palio 1.0 ELX

MOTOR Quatro tempos, quatro cilindros em linha, transversal, duas válvulas por cilindro, comando no cabeçote (OHC) e refrigeração a água, 999 cm³
POTÊNCIA66 cv (com álcool) e 65 cv (com gasolina) a 6.000 rpm
TORQUE 9,2 kgm (com álcool) e 9,1 kgm (com gasolina) a 2.500 rpm
CÂMBIO Manual de cinco velocidades
TRANSMISSÃO Dianteira
DIREÇÃO Hidráulica, por pinhão e cremalheira
RODAS Dianteiras e traseiras em aro 14”, de liga-leve
PNEUS Dianteiros e traseiros 175/65 R14
COMPRIMENTO 3,85 m
ALTURA 1,43 m
LARGURA 1,64 m
ENTREEIXOS 2,37 m
PORTA-MALAS 290 l
PESO (em ordem de marcha) 950 kg
TANQUE48 l
SUSPENSÃO Dianteira independente, tipo McPherson; traseira com braços oscilantes
FREIOS Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira
CONSUMO Consumo urbano de 9,1 km/l (com álcool) e 12,9 km/l (com gasolina); consumo rodoviário de 12,7 km/l (com álcool) e 17,1 km/l (com gasolina)
PREÇO R$ 38,07 mil



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