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Agora SUV, novo BMW X1 parte de R$ 166.950

Além do visual, modelo ganha em tecnologia e conta com opção de tração dianteira

Texto: Marcelo Monegato | Foto: Divulgação 04/02/2016
 
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A BMW resolveu o X1 da questão! Até então um crossover deslocado em uma família de utilitários esportivos, o modelo, nesta segunda geração, abandona de vez suas características de ‘perua bombada’ e assume personalidade SUV, tornando-se um legítimo ‘mini X3’. Já disponível nas 48 concessionárias da marca em todo o Brasil, o ‘X1²’ parte de R$ 166.950 e traz, além de uma revolução muito positiva no design, mais tecnologia e novidades técnicas.

Com três versões de acabamento – sDrive2.0i GP, sDrive2.0i X-Line e xDrive2.5 Sport -, o novo BMW utiliza apenas um tipo de motor (2,0 litros de quatro cilindros TwinPower Turbo a gasolina), mas com duas configurações. Para as opções mais básicas, o propulsor está programado para gerar 192 cv de potência e 28,5 kgf.m de torque. Já a topo de linha trabalha com 231 cv e 35,7 kgf.m de força. A transmissão é automática de oito marchas para todos.

Outra importante diferença é que as duas primeiras opções têm tração dianteira – não traseira, como a antiga X1 -, enquanto a top adota tração integral.

PREÇOS
BMW X1 sDrive2.0i GP – R$ 166.950
BMW X1 sDrive2.0i X-Line – R$ 179.950
BMW X1 xDrive2.5 Sport – R$ 199.950

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Para conhecer a novidade alemã, que inicialmente será importada, mas que será produzida na fábrica da BMW em Santa Catarina, a WebMotors foi até Barueri (SP). Na garagem de uma mansão em um dos inúmeros condomínios de alto padrão, o novo X1 se revelou, logo na primeira troca de olhares, ter esquecido completamente seu passado. Nada de station wagon. Tudo de utilitário esportivo.

Está mais alto (53 mm) e mais largo (23 mm), porém menor (15 mm) em relação à geração anterior. No entanto, com a posição transversal do motor (antes era longitudinal), a BMW conseguiu, a partir de uma leve encurtada no capô, não prejudicar o espaço interno. Melhor dizendo, conseguiu deixar o novo X1 mais confortável – mesmo a distância entre os eixos também mais curta. E por ter assumido uma postura SUV, os bancos puderam ser posicionados de maneira a deixar os ocupantes sentados em posição a ocupar menos espaço. As alterações também deixaram o porta-malas maior, agora com 505 litros.

Ao volante, como já era esperado, a posição está mais elevada – característica típica de um utilitário esportivo. Os ajustes do banco são elétricos – a partir da versão intermediária. A coluna de direção tem regulagens (manual) de altura e profundidade. É fácil encontrar a melhor posição para dirigir.

De acordo com a BMW, o interior teve o design refeito. Realmente alguns elementos são novos, mas muito foi preservado do modelo anterior. Painel de instrumentos, botões, comandos, tudo manteve a essência da marca. Também foi preservada a qualidade do acabamento. As peças emborrachadas estão espalhadas por todo o veículo e têm encaixes perfeitos. As diferenças de uma versão para outra estão nos detalhes – no painel frontal, por exemplo, as opções de entrada têm um friso em black piano enquanto na topo de linha este item é em aço escovado.

RODANDO

Rodamos cerca de 100 km por trechos urbanos, rodoviários e até em uma estradinha de terra batida suave. E o comportamento do X1 foi muito positiva. Acima das expectativas para um SUV.

Testando a sDrive2.0i X-Line – versão intermediária com tração dianteira –, a surpresa (positiva) foi ainda maior que na opção mais cara, com tração integral (que também aceleramos). No perímetro urbano, viajamos nas opções Eco Pro (privilegia economia de combustível) e Comfort do BMW Driving Experience Control, o comportamento foi de um sedã. Com uma caixa de direção elétrica, o X1 é muito confortável em manobras de baixa velocidade. O motor trabalha silenciosamente (excelente isolamento acústico) e a transmissão passa as marchas com suavidade.

Como manda a tradição da fabricante alemã, a suspensão é extremamente firme – isso para o bem e mal. Nas curvas e frenagens, o conjunto evita que a carroceria incline demais, transmitindo aquela incômoda sensação de insegurança que alguns SUVs mais com suspensão molenga passam principalmente para o motorista. No entanto, ao acertar um buraco em cheio – o que não é difícil nas ruas de São Paulo -, a batida é seca e extremamente desconfortável. A impressão é de que o X1 rachou no meio e que o eixo foi para a casa do chapéu.

Selecionando a opção Sport, apelamos para uma esportividade maior. A mudança de comportamento não é absurda. São alterados o mapeamento da injeção de combustível, a central do câmbio joga as trocas de marcha para rotações mais elevadas, e a direção fica mais pesada. A regulagem da suspensão, ao contrário de outros modelos da marca, não sofre alteração alguma.

A diversão, porém, está no controle de tração ligeiramente permissivo. Em um trecho sinuoso, em que tivemos a possibilidade de abusar um pouco mais do pedal da direita, nas curvas mais fechadas o BMW saia um pouco de frente antes de a eletrônica atuar. Na maioria dos veículos, o controle é muito intruso, entrando em ação a todo momento, deixando a ‘tocada’ mais esportiva um serviço de paciência. O controle pode ser desligado parcialmente ou completamente, largando nas mãos do condutor toda a responsabilidade.

Na estradinha off road, ao detectar que o piso é irregular, o controle de tração automaticamente assume postura de desligamento parcial para melhorar a condução.

TRAÇÃO INTEGRAL

Mesmo com mais torque e mais potência, a configuração xDrive2.5 Sport, por ser tração integral, é até mais comportada. Obediente. Sem ser por demanda, esta tração oscila o torque entre as rodas dianteiras e traseiras. Normalmente, porém, a divisão de força é 60% para as rodas da frente e 40% para as de trás.

TECNOLOGIA

A cereja do bolo do novo BMW X1 é a tecnologia. Em todas as versões o pacote é bem parrudo. Destaque para o sistema de entretenimento com tela de 6,5 polegadas (não sensível ao toque), navegação (informação de trânsito em tempo real), conectividade Bluetooth, rádio AM/FM, entrada USB e auxiliar, sistema start-stop, tecnologia de regeneração de energia a partir da frenagem do veículo, ar-condicionado digital automático de duas zonas, controles de estabilidade e tração, sensores de estacionamento, seis airbags (frontais, laterais e de cortina), pneus Runflat e estepe de emergência.

Outro ponto que todos têm é o serviço de chamada de emergência em caso de acidente com deflagração dos airbags ou corte de combustível. Também está disponível o serviço de concierge, que permite o motorista entrar em uma central e solicitar diversas informações, como uma rota para um restaurante – a central manda as coordenadas direto para o GPS do veículo. Este serviço é gratuito nos primeiros três anos, depois não há valor fixado em virtude de a marca estar negociando a renovação do contrato de serviço – torcer para continuar gratuito.

Outra tecnologia à disposição é o CBS, um sistema de telemetria que monitora desgastes de equipamentos de acordo com a maneira que o veículo é utilizado. Estas informações são repassadas via Teleservices, um segundo sistema, para a concessionária onde o veículo foi cadastrado quando comprado. Com estas informações, o consultor da própria concessionária entra em contato com o proprietário para agendar o serviço de manutenção.

Já a versão intermediária entrega a mais teto solar panorâmico, porta-malas automático, bancos com ajustes elétricos e espelhos retrovisores rebatíveis e com aquecimento, e rodas de liga leve de 18 polegadas como a opção de entrada, mas com desenho diferenciado. Já a topo de linha, além das mudanças técnicas (tração e motor mais potente), as rodas são de 19 polegadas e tem sistema de som HiFi.

CONCLUSÃO

Este primeiro contato com o novo X1 foi muito positivo. A decisão de definitivamente ser um SUV de corpo e alma, deixando a ideia de ser um crossover com forte influência station wagon, foi mais que acertada. O conjunto mecânico está muito bem acertado e sob medida para a proposta de ser um carro família, sem, porém, ser insosso ao volante. Ponto positivo para o pacote de tecnologias voltadas para a segurança e comodidade dos ocupantes, disponível em sua maioria já na configuração de entrada. Resumindo, quem pensa em ter um X3, mas não tem ‘bala na agulha’ (dinheiro no bolso), o X1 vai atender perfeitamente às necessidades e cobrar bem menos.

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Marcelo Monegato

Marcelo Monegato
Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas...  

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