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Guia de compras - Fiat Strada

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Texto: Fernando Garcia | Foto: Divulgação 30/10/2015
 
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Você está atrás de um utilitário pequeno e versátil que possa atendê-lo tanto no trabalho como no lazer e, por isso, ele tem de ser robusto, oferecer mecânica confiável e peças fáceis de serem encontradas. Uma alternativa pode ser a Fiat Strada.

A picapinha derivada do Palio foi lançada em 1998, já como modelo 1999 em três versões: Working, equipada com motor Fiasa 1.5 de 76 cv; Trekking, com motor 1.6 de oito válvulas e 92 cv e LX, com motor 1.6 16V de 106 cv. Um dos atrativos do utilitário era a caçamba com capacidade para 1.100 litros, além do desenho jovial que cativava principalmente os jovens. No ano seguinte veio a versão com cabine estendida que ganhou 30 cm a mais, possibilitando transportar até 300 litros de capacidade de carga atrás dos bancos. Se por dentro o espaço aumentava, na caçamba o espaço diminuía para 550 litros. Esta configuração era disponibilizada para as versões Working e LX que recebia também a opção de um teto solar basculante com acionamento manual. A Trekking deixava de ser oferecida.

De olho no público jovem, em 2001 a Fiat lançou a primeira série especial do modelo: a MTV. Esteticamente, a diferença ficava por conta dos para-choques, espelhos e maçanetas pintados na cor da carroceria, calotas, porta-objetos nas portas, além de adesivos com o logo da emissora. Para o ano seguinte, o utilitário foi reestilizado com destaque para o conjunto frontal com novos faróis, capô, para-choques e para-lamas e na parte interna, um painel de instrumentos com novo desenho. No mesmo período, vieram a versão aventureira Adventure diferenciadas das outras pelo uso de quebra-mato dianteiro e faróis auxiliares, estribos laterais, para-choques pretos, suspensão elevada e pneus de uso misto e disponibilizada com motor 1.6 16V, e no final do ano, já como modelo 2003, a nova gama de motores entravam em cena: no lugar do antigo Fiasa 1.5 veio o Fire 1,25-litro de 67 cv e o Powertrain 1.8 de 103 cv de origem GM substituiria o 1,6 16V presente nas versões Working e Adventure. A versão LX, por sua vez, deixava de ser produzida.

A Trekking voltaria a ser oferecida no final de 2005, desta vez acompanhada de nova carroceria e novo motor 1,4 litro flexível de 81/80 cv e no ano seguinte estreava a série limitada Try On, uma parceria com a empresa de produtos esportivos Try On com a Fiat. Disponível apenas para a versão Adventure, o modelo recebia uma prática mochila de hidratação, fixada atrás do encosto do banco do motorista que podia ser retirada para usá-la em caminhadas ecológicas. A série ainda contava com viva-voz para celular com tecnologia bluetooth e CD player com MP3. Em 2007, outra série com base na Adventure chegava ao mercado: Original Adventure. Igualmente bem equipada, vinha com viva-voz para celular com Bluetooth, CD com MP3, retrovisores externos elétricos, volante com regulagem de altura, brake-light, além de logomarca bordada nos bancos dianteiros.

Para 2008, a linha Strada era completamente renovada e junto a essa novidade estreava a Adventure Locker, com sistema de bloqueio de diferencial que possibilitava sair de situações de perda de aderência. Outra grande novidade na trajetória da picape pequena da Fiat era a configuração com cabine dupla que viria em 2009. Com isso a linha Strada passava a ter oito versões de acabamento (duas Fire, quatro Trekking e duas Adventure), duas motorizações (1.4 Flex e 1.8 Flex) e três opções de carroceria: simples, estendida e dupla.  Mais tarde, viria a Working 1.4 disponibilizada nas cabines simples, estendida e dupla e para o próximo ano o motor 1.8 era substituído pelo E.torQ 1.8 16V de 132/130 cv. Focado na esportividade, mais tarde viria a Sporting equipada com faróis com máscara negra, spoilers laterais e dianteiro e rodas de aro 16 e, por dentro, acabamento esportivo. Em 2011, a versão Adventure ganhava a opção do câmbio automatizado Dualogic com opções de trocas manual ou automática.

Outra grande mudança ocorreria na linha 2013 com uma reestilização na parte frontal, versão Trekking com motor E-Torq 1.6 16V (117/115 cv) que substituía a 1.4 e disponibilidade da configuração cabine dupla para todas as versões.

De olho na compra

Desde 1998, a Fiat investiu em muitas versões, motorizações e configurações de carroceria da Strada e a primeira dica é avaliar a sua necessidade com o utilitário. A grande vantagem é que ela atende a todo tipo de perfil, desde o trabalhador até o jovem que precisa de um carro para o lazer. Para o pai de família - desde que ele tenha filhos pequenos - a decisão recairá pelas opções com cabine dupla. De um modo geral, tudo vai depender da necessidade e tipo de uso que você pretende fazer, mas qualquer uma das opções da Strada é digna da confiabilidade e robustez mecânica, além da facilidade de encontrar peças.

Sem problemas crônicos na parte mecânica, a picapinha é bem vista por lojistas, mecânicos e por quem já tem. Um das características mais elogiadas é a posição de dirigir elevada e o conforto a bordo, além da facilidade de manutenção.  Por conta disso, o modelo tem revenda muito fácil. É anunciar que vende na hora! Em compensação, a frente mais baixa é alvo de crítica e é preciso tomar cuidado para não raspar em valetas ou lombadas. Outro senão vai para o acabamento interno, principalmente o volante e manopla de câmbio que mesmo em modelos menos rodados costumam descascar, segundo relatos de proprietários. Por isso, avalie bem o estado destes itens antes de dar prosseguimento à avaliação na hora da compra.

A dica para ajudar na decisão da melhor escolha é dar preferência para as unidades fabricadas a partir de 2004, caso da 1.8 flex disponibilizada na versão Adventure. Com R$ 22.000 na mão, você consegue comprar uma nessa versão citada. Além dela, há ainda a 1.4 Fire, produzida entre 2005 e 2013, e que é a mais popular no mercado de usados e recomendável para quem não costuma abarrotar a caçamba de objetos. Para o trabalho mais pesado, dê preferência para as versões mais potentes com motor 1.6 e menos gastonas como as 1.8. No caso dos modelos mais básicos e antigos, faça questão da direção hidráulica, que é muito requisitada para este tipo de carro. Ar-condicionado também é bem-vindo e valorizado por quem costuma utilizá-la somente para o lazer.

Por ser tratar de um utilitário, é imprescindível dar atenção especial ao estado da caçamba que denunciará o tipo de uso que o dono fez dela. Se tiver marcas, amassados ou riscos, pode ser um indício de mau uso. A mesma regra se aplica ao eixo traseiro arriado, evidenciado ao conjunto da suspensão cujas molas ou amortecedores gastos decorrentes do excesso de peso que a unidade possa ter sido submetida. Outro sinal que indica a falta de cuidado do proprietário são assoalhos com arranhões ou rachadura e amassados na tampa traseira.

No caso do conjunto dos amortecedores dianteiros, verifique com cuidado, principalmente ao passar por ruas de paralelepípedo possíveis estalos ou ruídos que pode ser um sinal de buchas ou pivôs comprometidos. Na dúvida, leve até um mecânico de confiança para dar uma avaliada.

Quanto ao câmbio, teste todas as marchas e verifique se todas engatam com facilidade e, durante o test drive, avalie se o sistema não apresenta trancos ou trepidações. No caso do câmbio Dualogic, no final de 2014 a Fiat anunciou um recall para verificação e substituição, caso necessário, do atuador de embreagem das unidades fabricadas em 2014. O problema é que o sistema poderia causar problemas de engate das marchas e dificuldade nas arrancadas. Boa compra!

 

Outra opção de usado é...

Volkswagen Saveiro

A veterana da Volkswagen surgiu em 1982, e de lá para cá foram muitas opções de motores e versões, mas se a sua ideia é um carro para o dia a dia, a regra é sempre dar preferência pelas bicombustíveis, lançadas a partir de 2005. Ela possui os mesmos equipamentos de série e itens opcionais da Strada, mas por conta do tempo no mercado, o número de ofertas no mercado de usados costuma ser maior. Se a intenção é agilidade no trânsito, a picape da VW faz bonito com transmissão de marchas com engates diretos. O motor é o tradicional EA-111 de 1,6 litro, com potência de 104 cv e torque de 15,6 kgf.m.

Em contrapartida, o seguro leva desvantagem em relação à Fiat Strada; custa até 40% a mais, mas a Saveiro, por outro lado, ganha a preferência quando comparado os preços das peças, além da robustez mecânica e menor índice de desvalorização.

 

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