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06-01-09 | Texto: Alexandre Ule Ramos | Foto: DivulgaçãoVoltar

Guia de compra - Hyundai Tucson

Leia aqui os melhores conselhos para a compra deste utilitário esportivo

(06-01-09) - Até pouco tempo atrás, carro coreano era sinal de mico. A má qualidade dos produtos feitos na Coréia fazia com que os carros fossem baratos para comprar, mas difíceis de revender. Sem falar das dores de cabeça que davam ao longo do tempo. Mas a verdade é que aquele país fez a lição de casa, repetindo o que aconteceu com o Japão em tempos passados. E hoje, pelo conceituado instituto de pesquisas J.D.Power, que analisa os carros após três anos de uso, as marcas coreanas estão à frente de muita gente boa, principalmente da Alemanha. Além de melhorar a qualidade dos carros, a Hyundai também investiu também nas áreas de design e de tecnologia. Nos últimos anos, foram gastos mais de 200 milhões de dólares na construção e na ampliação de modernos centros de pesquisa no Japão, na Alemanha e nos Estados Unidos.

O que aconteceu com o Tucson ilustra bem essa história. Sua importação teve início em 2005, nas versões GL 2.0 com câmbio manual ou automático, e GLS com motor V6 2.7 somente com câmbio automático, ambas movidas a gasolina. E o excelente desempenho mercadológico, devido à boa relação custo-benefício, sem falar na confiabilidade e no bom acabamento, se refletiu na indicação do Guia Quatro Rodas de Melhor Compra 2008, no segmento.

Basicamente as versões se mantém até hoje, com a GL de quatro cilindros contando com 142 cv de potência e a V6 2.7 com 180 cv, a partir da linha 2006. Robusto e versátil, o carro é um bom aliado no dia-a-dia, sem ser muito grande, mas mantendo os ocupantes num nível acima do trânsito, como convém a um SUV. Desde a mais barata, a versão GL com câmbio manual, a lista de itens de série é extensa: vidros verdes e pára-brisa degradê, console de teto, tomadas extras de 12 V, banco do motorista com ajustes lombar e altura, banco traseiro reclinável, bi-partido e com descansa braço central, cobertura do compartimento de bagagens, vidros, travas e espelhos externos com acionamento elétrico, relógio digital e desembaçador e limpador do vigia traseiro.

Os contrapontos também existem, como em qualquer veículo. O desempenho da versão de quatro cilindros, principalmente quando equipada com câmbio automático, é modesto se comparado a outros SUV (mais caros, porém...). Além disso, o carro se mostra um pouco rígido e barulhento em pisos irregulares, mesmo quando equipado com pneus diferentes dos Kumho originais. O Tucson não pode ser considerado essencialmente econômico, mas para um utilitário-esportivo de cerca de 1.600 kg, o gasto é coerente com a proposta do veículo. E a rede de concessionários, todas pertencentes ao grupo Caoa, poderia ser maior.

No ano que vem o Tucson deve se tornar nacional, segundo anúncio feito pelo grupo Caoa, com investimento de US$ 300 milhões para a produção de duas mil unidades/mês. Segundo informações da proópria Hyundai, o preço deverá se manter o mesmo das unidades importadas. É esperar para conferir.

Comprando um Tucson usado

Embora seja um carro robusto e com pouca idade de mercado, alguns cuidados são necessários. Observe se os discos de freio estão em ordem, verificando se há vibrações nas frenagens, mesmo em baixas Em caso positivo, os discos podem estar empenados, num defeito que foi constatado em algumas unidades, até mesmo com quilometragens mais baixas. O módulo do alarme pode apresentar problemas de funcionamento, que se manifestam no mal funcionamento do sistema de alarme, disparando sem avisar ou não permitindo que o carro seja ligado mesmo após desativado.

Em alguns casos a luz de aviso de mau funcionamento do sistema de airbag acende sem motivo, sendo necessário levar o carro à concessionária para apagá-la. Mas, em todo caso, se estiver acesa, não acredite nesse diagnóstico tão simples e leve antes o carro à rede, para verificar o problema.

O Tucson é um tanto rígido quando trafega em pisos ruins, o que pode ocasionar folgas em buchas e batentes. Teste o carro em locais esburacados para verificar se os ruídos provenientes da suspensão são normais ou se há problemas nos componentes. Estalos e pancadas não são barulhos que devam ocorrer. Boa sorte!

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