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15-12-11 | Texto: Laner Azevedo/Mídia Motor | Foto: DivulgaçãoVoltar

Guia de Compra – Fiat Doblò

Leia aqui os melhores conselhos para a compra do mulstiuso da marca italiana

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(15-12-11) - Ele começou a povoar as saguões das concessionárias Fiat no final de 2001 e logo causou polêmica, afinal, que carro era aquele? Seria uma van? Um utilitário? Qual seria a sua proposta?

Mas enquanto as perguntas procuravam aqueles que as pudessem responder, o fato é que aos poucos o Doblò foi caindo nas graças daquele consumidor que procurava um carro para transportar com conforto sua família e mais um monte de objetos que quisesse ou então, por aquele que procurava por um veículo capaz de fazer o transporte de objetos e encomendas de maneira ágil e contando com uma boa rede de assistência técnica, facilidade de encontrar peças de reposição e mão de obra, além de preços razoáveis e bom valor de revenda.

A Fiat decidiu iniciar a fabricação do Doblò como uma resposta à Citroën e Renault, que na época disponibilizavam por aqui o Berlingo e o Kangoo, respectivamente, dois carros que não eram nem utilitários puros e nem minivans, mas possibilitavam a escolha pelo consumidor de uma ou de outra opção na hora da compra – a Volkswagen trouxe algumas unidades da Seat Van mas estas quase não eram vistas rodando devido ao pouco número de unidades e somente existiam na versão furgão.

Esta primeira geração do Doblò foi apresentada trazendo duas opções de motorização (EX Fire 1.3 16V e ELX Torque 1.6 16V, o mesmo que equipava o Brava) e seis opções de carroceria, duas para furgão e quatro para passageiros.

Apesar do design controverso, o que chamava a atenção no carro era a sua versatilidade: com porta-objetos espalhados por vários locais e com a opção de portas corrediças dos dois lados, o Doblò passou a atender a uma ampla gama de demandas, sendo empregado desde o transporte de cargas, até o de passageiros, por taxistas e frotistas. O senão é que os vidros dianteiros não desciam até o final e os traseiros laterais junto aos bancos adicionais, abriam somente para fora.

Com um grande porta-malas com capacidade para 750 litros sem a necessidade de rebatimento dos bancos (a área disponível era de 1m20 de largura por 1m30 de altura e com os bancos traseiros rebatidos, esse volume podia alcançar os 3 mil litros), o carro ainda oferecia a possibilidade de transportar de cinco a sete pessoas, embora o acesso a estes dois últimos bancos fosse mais difícil para as pessoas mais altas.

Na busca para bater as concorrentes, o Doblò vinha com uma ampla gama de itens de série, como computador de bordo, direção hidráulica, vidros verdes, lavador e limpador do vidro traseiro e imobilizador Fiat Code – ar-condicionado era opcional.

Moderno em sua concepção, o Doblò chegava trazendo em seu projeto barras de proteção laterais e uma coluna de direção desenvolvida para evitar o choque do volante com o peito do motorista em caso de colisão. Outro destaque neste aspecto era a sua frente, projetada para se deformar e absorver energia em caso de colisão frontal.

Além de oferecer muito espaço, outra coisa que o Doblò oferecia em demasia desde sua versão inicial era visibilidade, graças à ampla área envidraçada – o pênalti ficava atrás, onde o encontro das portas traseiras atrapalhava a visão pelo espelho retrovisor interno, entretanto, os amplos espelhos externos compensavam esta deficiência. Sua posição de pilotagem elevada, associada ao câmbio instalado no painel, eram pontos a mais em favor do conforto e na versão furgão, o sistema Follow Me permitia que os faróis ficassem acesos até por quatro minutos após o desligamento do carro, para facilitar uma eventual carga e descarga noturna.

Mas ao design, outra crítica que recaiu sobre esta primeira geração do Doblò focava-se no desempenho do motor 1.3 (na verdade, sua cilindrada exata era 1.242 cm3 e era o mesmo motor que equipava o Palio). Seus detratores diziam que seus 80 cv e torque de 12,0 kgfm eram insuficientes para deslocar seus 1.270 kg, mais o que estivesse transportando (a versão 1.6 pesava 1.305 kg).

Mas apesar das críticas, o fato é que o Doblò, uma referência a uma antiga moeda que circulou na Itália e que se chamava “doblone”, foi atraindo a atenção daquelas famílias com dois ou mais filhos pequenos e que sempre necessitam carregar muitas coisas, de taxistas e de empresas que realizam entregas expressas e precisam de um veículo ágil e de estacionamento fácil para o deslocamento pelas cidades, além de viajantes e aventureiros, que precisam carregar malas, barracas, bicicletas e outros artefatos na bagagem.

Mudanças
E foi pensando em agradar a este tipo de cliente, bem como àqueles que buscavam um carro robusto para enfrentar a buraqueira urbana, que em dezembro de 2003 a Fiat apresentou a versão Adventure do carro, que equipada com motor 1.8 – o mesmo que equipava a Meriva – tornou-se rapidamente um sucesso de vendas, chegando a responder por 53% das vendas deste carro. Um ano depois, este motor foi o responsável pela aposentadoria do 1.6 16V, o que fez com que o Doblò, então, passasse a ser oferecido naquele ano nas versões 1.3 Fire e 1.8 16V. Em 2006, a Fiat decidiu que era hora de também extinguir o motor menor e o 1.8 gasolina, colocando no lugar de ambos apenas o 1.8 Flex, que surgiu em fevereiro daquele ano, quando também soltou no mercado a versão HLX, uma opção intermediária entre a ELX e a Adventure. O carro vinha de série com ar-condicionado, vidros e travas elétricos e porta lateral corrediça do lado do motorista.

Em 2007 apareceu a versão Original Adventure, que trazia viva-voz para celular com Bluetooth, CD com MP3, retrovisores externos elétricos, volante com regulagem de altura e logomarca de identificação nas laterais, nas soleiras das portas e nos bancos dianteiros. Neste mesmo ano surgiu a versão Adventure Try On, em associação com a fabricante de calçados de aventura.

Segunda geração
No final de 2008 começaram a pipocar na internet e nas revistas especializadas as primeiras imagens da segunda geração do Doblò, mas antes desta mudança, a Fiat apresentava ainda em 2008, junto com a mudança para vermelho de seu logotipo, o sistema Locker, que equipava a versão Adventure e era responsável pelo bloqueio do diferencial. Depois de ter sido reestilizado na Europa desde 2005, o carro veio aparecer com o novo visual por aqui em novembro de 2009. Ainda que sua aparência não tenha sofrido uma grande reformulação (estavam presentes a grande grade dianteira, e as portas traseiras de tamanhos diferentes), o carro estava mais “simpático”, os para-lamas foram redesenhados, assim como os faróis, a traseira recebia novas lanternas e as molduras laterais que envolvem o carro também foram redesenhadas. Para diminuir o aspecto espartano do interior do carro, para 2010 todas as colunas foram revestidas e os painéis internos traziam apoios para os braços para os bancos traseiros.

Uma outra novidade era o motor 1.4 8V Flex (85 cv a gasolina e 86 cv no álcool). No total, seis eram as versões disponíveis, ainda mantendo-se duas para a furgão e outras quatro para a de passageiros: Doblò 1.4, ELX 1.4, HLX 1.8, Adventure Locker, Cargo 1.4 e Cargo 1.8.

Novos tempos; novos ares

Para 2011, a Fiat tratou de retirar o motor Powertrain 1.8 16V da GM pelo Tritec 1.8 16V, batizado de E.torQ, que além oferecer melhorias no desempenho, também era menos poluente que o antecessor.

No final de 2011, começaram a surgir as primeiras imagens de um possível novo Doblò, que já estaria circulando por algumas cidades europeias já em fase de acertos finais. Pelas fotos, ele tem novos faróis, para-choques, apliques laterais, para-lamas, vidros e tampa traseira, que recebeu um enorme vidro e deixou de ser bipartida. Ou seja, pode ser que pintem novidades em breve por aqui.

Fique Atento
Apesar de ser um carro fruto de um projeto relativamente novo, os consumidores não costumam avaliar muito bem o comportamento da primeira versão do Doblò equipada com o motor Fire 1.3, que dizem ser fraco para o tamanho e peso do carro. Outro senão apontado é para o índice de ruído interno, considerado alto devido à quantidade de plásticos que ficam em contato.

Por ser um carro de amplas dimensões internas, também aponta-se o ar-condicionado como subdimensionado para atender às demandas de resfriamento, além de o interior das versões iniciais ser espartano e a lateral de porta dos bancos traseiros não ter encosto para o braço dos passageiros, problema que só foi sanado em 2010.

Embora as versões Adventure posteriores a 2008 tenham sistema de bloqueio de diferencial, há relatos de que a suspensão dianteira e os pneus não são suficientes para tracionar o peso do carro na terra molhada, enquanto que estes mesmo pneus, no asfalto, produzem um elevado índice de ruído.

Há relatos de casos de proprietários que reclamam que as portas corrediças laterais cedem por desgaste dos trilhos que as conduzem e, então, começam a riscar a pintura lateral. Outra crítica quanto às portas é que estas, em alguns casos, abrem-se sozinhas – no caso das traseiras. Há casos em que o problema somente é solucionado com soldas na carroceria.

Outro destaque negativo do carro é o consumo, que costuma não ser dos mais amigáveis do bolso, tanto que não é incomum encontrar destes veículos de frota, com tanque de GNV embaixo do porta-malas ou em seu interior. Saiba que as peças e mão-de-obra deste carro também não são muito em conta, ficando ainda mais elevadas na versão Adventure.

RecallSegundo pesquisa realizada, desde o lançamento do Doblò em 2001 até hoje, a Fiat fez apenas um recall deste carro em julho de 2007. Na ocasião, a convocação visavam a substituição de um componente da direção hidráulica de 1.252 Doblò fabricados entre 5 e 15 de julho daquele ano.

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